Marcelo Maisonnave, Tito Gusmão, Kelly Gusmão, Rodrigo Grundig, André Gusmão. Foto: divulgação.

A corretora digital Warren, fundada em 2017, vai receber um aporte no valor de R$ 120 milhões de um pool de investidores liderado pelo fundo de venture capital QED Investors, que já investiu em empresas como Nubank e Loft.

Os fundos Kaszek Ventures, Chromo Invest e Ribbit, investidores da empresa desde a série A, também participaram da rodada, além do MELI Fund, WPA e Quartz, que entram agora na série B.

A Warren surgiu operando com uma oferta limitada de fundos próprios na prateleira e, em 2019, passou a oferecer algumas centenas de títulos de renda fixa de terceiros, como CDBs, além de 150 fundos de investimento das principais gestoras do país. Ao todo, a plataforma oferece 400 produtos, incluindo sete fundos próprios.

Os sócios da empresa são Tito Gusmão, que foi sócio da XP Investimentos e é autor do livro Papo de Grana, e Marcelo Maisonnave, cofundador da XP, que tem participações em startups como Warren, BeeTech, Monkey, FitBank, Vortex e Startse.

Após o início da pandemia, a Warren dobrou o patrimônio que gerencia e contratou remotamente 30% do atual quadro de funcionários, incorporando cerca de 100 novos profissionais. 

Hoje são 130 mil clientes e R$ 2 bilhões de ativos sob gestão. Esse patrimônio deve ser multiplicado por cinco até o fim de 2021, atingindo a marca de R$ 10 bilhões. 

A Warren adota o modelo fee-based, que cobra um percentual do valor total do patrimônio do investidor para fazer a gestão dos recursos. 

“A Warren antecipou para o mercado de investimentos no Brasil um jeito de investir que já é realidade em países com economias mais maduras. O modelo fee-based que adotam apresentou para o investidor o que já se começa a chamar no país de corretagem em um modelo 3.0”, afirma Nicolas Berman, sócio do Kaszek Ventures.

Apesar de ancorada no digital, a corretora tem cada vez mais apostado em um atendimento presencial por meio dos sete espaços físicos que mantém nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Jaraguá do Sul, Itajaí, Blumenau e Florianópolis. 

Atualmente elas estão sem operar presencialmente por conta da pandemia, mas até dezembro mais cinco cidades devem contar com o serviço, que tem foco no atendimento de clientes B2B e de alta renda.

“Nós acreditamos que a gestão de patrimônio no Brasil atualmente passa por uma revolução. Os investidores já reconhecem mais os danos que as altas comissões causam às suas carteiras", ressalta Lauren Morton, sócia da QED Investors.

A corretora já havia captado R$ 25 milhões em investimentos anteriormente e, com o novo aporte, pretende seguir investindo principalmente em tecnologia.

“Vamos continuar entregando a melhor experiência de investimento para os usuários das nossas plataformas em um modelo totalmente alinhado aos interesses do investidor, pauta que ganhou ainda mais relevância nos últimos tempos”, afirma Tito Gusmão, CEO da Warren.

Para ampliar o alcance da plataforma, a empresa deve manter o ritmo de contratação dos últimos três meses, recrutando mais 80 nomes até o fim do ano.

“Identificamos na Warren muitos dos elementos que compõem a tese de investimentos do MELI Fund: uma equipe muito competente, um produto diferenciado e uma vasta gama de sinergias a serem exploradas com o Mercado Livre", explica Renato Pereira, do MELI Fund.

Outro destino do investimento deve ser o desenvolvimento de novas soluções para a Warren for Business, sua plataforma para parceiros. A ideia é dobrar a base de empresas, chegando a 400 até o fim do ano.

Para isso, a Warren deve investir em ampliar a oferta de produtos e serviços como seguros, previdência e planejamento financeiro, tudo integrado em uma plataforma white label.