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Gazaffi assume presidência na Tivit

Maurício Renner
// sexta, 10/08/2018 15:06

Carlos Gazaffi, CCO e VP de TI da Tivit, acaba de ser promovido para o cargo de presidente executivo da empresa.

Carlos Gazaffi.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada ao Baguete pela Tivit por meio da sua assessoria de imprensa. 

Segundo nota da empresa, Luiz Mattar segue como CEO da Tivit, com “foco na estratégia de crescimento e no relacionamento com os principais stakeholders externos da Tivit”.

Gazaffi terá maior “foco à gestão do negócio e ao relacionamento com áreas de suporte e operações”.

A nota não dá detalhes, mas parece um arranjo focado numa transição gradual de poder, com uma eventual ida de Mattar para o conselho de administração.

Os dois tem bastante tempo de casa. Mattar foi cofundador da Tivit, em 1998. Gazaffi entrou ainda em 2003, como gerente de entrega de serviços para o Losango, um cliente da Tivit.

Desde então Gazaffi vem galgando posições, passando pela diretoria de vendas e a vice presidência da área de infraestrutura de TI e aplicações até assumir o cargo de COO em 2017.

A Tivit vem passando por mudanças nos últimos anos, dos quais a mais radical foi a decisão de separar suas operações de TI e terceirização de processos de negócios (BPO, na sigla em inglês), criando uma nova companhia especializada em BPO, a Neobpo.

Segundo fontes ouvidas pelo Baguete, a estratégia visava separar o negócio de BPO, que tem baixas margens,  tornando a área de TI um negócio mais rentável e atrativo para investidores. 

De fato, em março de 2017, o Valor Econômico divulgou que a Tivit estaria preparando uma volta à Bolsa de Valores, o que não chegou a acontecer.

A Tivit já abriu capital na Bolsa em 2009, quando vendeu 43% das suas ações. Um ano depois, o fundo britânico Apax comprou o controle do negócio e tirou os papéis da Bovespa.

Foi o primeiro investimento da Apax no país, com um custo de R$ 1,6 bilhão. O fundo tem 53% da empresa. 

De acordo com o Valor, a Tivit tem um faturamento estimado em R$ 1,8 bilhão. Mesmo descontando a fatia do que veio a se tornar a Neobpo (cerca de R$ 700 milhões) a empresa é menor do que os R$ 2,5 bilhões projetados em 2014 para o ano de 2015.

Sob a nova liderança, a Tivit deve enfatizar seu posicionamento como um player em soluções serviços de TI e, cada vez mais, computação em nuvem.

A empresa fez movimentos nesse sentido, mas a verdade é que eles parecem não ter surtido muito efeito.

A Tivit anunciou em 2016. um investimento de R$ 46 milhões para ampliar sua oferta de computação em nuvem (é relativamente pouco dinheiro nesse universo).

Além de investir na construção de nuvens locais, o aporte previa a ampliação da oferta com a adoção de um modelo multicloud. 

Esse posicionamento foi reforçado meses depois com a compra da mineira One Cloud, uma startup mineira especializada no chamado serviço de “cloud broker”.

Com a tecnologia da One Cloud, a Tivit pode oferecer a seus clientes uma forma de comparar, comprar e pagar serviços de provedores como AWS, Microsoft Azure, Softlayer e Digital Ocean.

UOL Diveo e Algar, dois grandes concorrentes da Tivit, anunciaram movimentos nessa mesma direção.

Maurício Renner