Alvo agora são conselhos profissionais. Foto: Pexels.

O Serpro e a AWS organizaram um evento focado em conselhos profissionais nesta terça-feira, 13, um dos primeiros passos da dupla para expandir a sua parceria para além do mercado estritamente governamental.

O evento, em formato digital, visava “debater os desafios e soluções tecnológicas para que instituições e sociedade se adequem aos limites impostos pela pandemia do coronavírus”, o que quer dizer, “captar clientes para a nuvem da AWS”.

“Vamos mostrar como é possível apoiar e suportar o mesmo processo também nos conselhos profissionais”, afirma na nota de divulgação Tiago Arrais, gerente de eventos do Serpro.

O evento durou 90 minutos e teve a participação de Ronaldo Oliveira, gerente de parcerias AWS no Setor Público, além de dois profissionais do Serpro.

Serpro e AWS já têm um acordo desde o ano passado, focado em vender nuvem pública para o governo, com a estatal federal atuando como intermediária.

Estava prevista a adesão de outros grandes players de nuvem a acordos semelhantes, o que não foi anunciado até agora.

Pelo visto, as parceiras decidiram ampliar o escopo de atuação para fora do governo, o que faz sentido, tendo em vista que uma das metas da gestão do Serpro é ganhar mais clientes privados.

Os conselhos profissionais parecem um bom lugar para começar, porque eles não são exatamente nem uma coisa nem outra.

Um conselho é eleito para fiscalizar profissões regulamentadas e é considerado uma autarquia da administração pública indireta, com o direito de cobrar taxas obrigatórias dos integrantes de uma categoria profissional.

Existem 35 conselhos no Brasil, indo desde organizações muito conhecidas, como o dos advogados (a famosa OAB) até os museólogos (a menos conhecida Cofem), passando por conselhos de contabilistas, arquitetos, médicos e odontólogos, entre outros.