Preço pedido pela Symantec travou a compra pela Broadcom. Foto: Pexels.

A compra da Symantec pela Broadcom, um negócio avaliado em US$ 15 bilhões, não vai acontecer: a gigante de segurança pediu dinheiro demais.

Segundo informações da CNBC, a Symantec pediu US$ 28 por ação, enquanto a Broadcom oferecia US$ 26,75. 

O mercado deu seu veredito. As ações da Symantec, que vinham valorizando desde os primeiros boatos de aquisição, caíram 12% de uma vez só. 

As da Broadcom, por outro lado, subiram 1,7%, sinalizando que os investidores não achavam a compra da Symantec uma boa ideia.

Para a Symantec, o negócio oferecia uma porta de saída de uma situação de estagnação. A empresa demitiu seu CEO em maio, o quinto em oito anos, e está sem liderança no momento.

No ano de 2019, a Symantec ficou estagnada em vendas, passando de US$ 4,73 bilhões para US$ 4,83 bilhões. O lucro líquido sumiu, caindo de US$ 1,13 bilhão para apenas US$ 31 milhões.

A empresa é forte para segurança da informação em ambientes on premise, um tipo de arquitetura de TI em desuso. 

A Symantec comprou a Blue Coat, dona de soluções mais orientadas para cloud, visando sacudir isso um pouco, mas os resultados ainda não apareceram. 

A companhia já fez tacadas parecidas no passado que não deram certo, como a compra da companhia de storage Veritas em 2005, por US$ 13 bilhões. 

Os dois negócios nunca conseguiram se integrar bem e Symantec acabou separando as empresas no ano passado, ao vender a Veritas para o fundo Carlyle Group por um total de US$ 8 bilhões.