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SAP Brasil quer mais mulheres e negros

Maurício Renner
// terça, 17/10/2017 08:06

A SAP do Brasil acaba de entrar na Coalizão Empresarial a favor da Equidade Racial e de Gênero, um movimento organizado pelo Instituto Ethos com o objetivo de aumentar a participação de mulheres e negros em cargos executivos de grandes empresas do país.

Niarchos Pombo.

Até onde a reportagem pode averiguar, a SAP é a primeira empresa da área de TI a entrar na coalização, que tem entre seus 30 integrantes pesos pesados da economia nacional como Bayer, BASF, MCDonald's, Coca-Cola, Carrefour e Via Varejo.

"Faz parte da missão de responsabilidade social da SAP a inclusão, diversidade e equidade no ambiente de trabalho. Além de serem fundamentais para a empresa, esses três elementos são uma forma de impulsionar a inovação e aumentar a competitividade", afirma Niarchos Pombo, líder de diversidade e inclusão da SAP América Latina.

Em 2016, a empresa se tornou a primeira empresa multinacional de tecnologia no mundo a receber o Certificado Global de Igualdade de Gênero (Economic Dividends for Gender Equality – EDGE).

A empresa mantém grupos internos de funcionários como o Ethnicities@SAP, que estimula a inclusão de minorias étnicas; o grupo Pride@SAP, que é uma rede global de colaboradores da empresa que fazem parte ou apoiam a comunidade LGBTI; o Business Women's Network, uma rede de funcionários para acelerar a carreira das mulheres na área de TI; o SAP Autism at Work, projeto que tem como objetivo promover a inclusão de pessoas com autismo na empresa.

As gigantes de TI tem colocado o tema de inclusão e diversidade como um dos pontos centrais das suas agendas de responsabilidade social corporativa. 

No Brasil, um dos pontos que tem mais se destacado nessa agenda é a inclusão de LGBTs.

Empresas como HP, Microsoft e Dell tem iniciativas focadas na área e essas duas últimas inclusive patrocinaram a participação de funcionários em paradas do orgulho gay no país.

Talvez a inclusão de profissionais LGBTs na suas empresas seja menos desafiadora para as empresas, uma vez que muitas pessoas nesse grupo são homens e brancas, o perfil típico de um funcionário de empresa de TI no país.

A SAP, de qualquer forma, tem uma meta de ter 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres até o final de 2022. 

A presidente da empresa no Brasil desde 2013 é uma mulher, Cristina Palmaka, executiva que fez carreira em grandes empresas de tecnologia do país como Microsoft e HP.

Maurício Renner