Sanjay Mirchandani.

A Commvault, multinacional desenvolvedora de soluções de backup e recuperação de dados, está determinada a mudar a forma pela qual é vista no mercado. 

Para isso, em menos de um ano a empresa mudou seu comando, fez aquisições e está entrando no mercado de software como serviço (SaaS).

A nova postura é o que a empresa está querendo mostrar durante a edição 2019 do Commvault Go, em Denver. 

"É uma nova Commvault. Queremos quebrar barreiras e paradigmas para liberar um novo crescimento para a empresa", dispara Sanjay Mirchandani, o novo CEO da empresa, nomeado em fevereiro.

Mirchandani era CEO da  Puppet, uma startup de software de automação de TI, mas tem também passagem por cargos de liderança sênior na VMware, EMC e Microsoft.

O executivo substituiu Bob Hammer, que liderou a companhia por duas décadas.

Para marcar este guinada, a empresa anunciou uma nova marca, chamada Metallic, que representa a entrada da Commvault no mercado de software como serviço. 

Segundo a Commvault, esta nova oferta permitirá às empresa proteger seus dados de arquivos e aplicativos a um preço reduzido, estejam eles na nuvem, data center local ou em ambientes híbridos.

A principal oferta, Core Backup & Recovery, permite que os clientes escolham entre realizar backup de seus dados, aproveitando o armazenamento em nuvem da Metallic, ou uma mistura de seus próprios armazenamentos cloud ou on-premise.

Segundo apontam executivos da multinacional, a solução está disponível nos EUA e a partir do próximo ano começará a ser lançada em outros mercados ao redor do mundo, usando a rede de parceiros que a companhia possui. 

Serão três ofertas distintas: Metallic Core Backup & Recovery, Metallic Office 365 Backup & Recovery e Metallic Endpoint Backup & Recovery.

Conforme destaca Mirchandani , o Metallic é praticamente uma startup dentro da organização, e tem o objetivo de atrair uma fatia do mercado que pouco usa ou pouco conhece a Commvault: clientes de médio porte. 

Segundo dados de mercado, no segmento backup entre estas companhias, a Commvault ainda tem um longo caminho para ameaçar o market share da líder Veeam, e briga com outros nomes como Veritas e HPE. 

No geral, a companhia registrou em 2018 uma receita total de US$ 699,4 milhões, um aumento de 8% sobre o ano fiscal anterior.

"Vemos um grande potencial com o Metallic para empresas com 500 a 2500 funcionários, que utilizam a nuvem como parte de seus processos diários. É um produto mais ágil e mais leve para atender estes clientes", destaca o CEO, frisando que a nova oferta não representa uma concorrência com as tradicionais soluções de "caixinha" que formam o portfólio base da empresa.

Além do SaaS, a empresa deu detalhes adicionais sobre a recente aquisição da startup Hedvig, focada em tecnologias de storage definido por software. 

A compra ainda é recente (realizada em setembro), mas o presidente da Commvault adiantou pontos da nova visão da empresa, que deseja alinhar a proteção e gerenciamento dos dados em um nível ainda mais profundo em seus clientes, incluindo o uso de containers e multitenência no armazenamento - nuvem ou on-premise.

Na visão do presidente da Commvault, o objetivo parece claro: é fazer vender a tecnologia que há anos já tem o reconhecimento dos especialistas - em 2019, a empresa foi apontada pelo oitavo ano seguido como líder do segmento backup no quadrante mágico do Gartner. 

Para a multinacional, chegou a hora de chamar a atenção do mercado.

* Leandro Souza viajou a Denver a convite da Commvault.