Rodrigo Carvalhares, diretor da Tri. Foto: Divulgação.

A Tri Telecom, empresa sediada em Alvorada e com atuação na Grande Porto Alegre, espera impulsionar sua operação de provedora de acesso à Internet, apostando em pacotes com conexão de fibra óptica direto na casa do consumidor (FTTH, na sigla em inglês).

Embora ainda conte com uma operação pequena em relação às grandes operadoras do segmento, a empresa espera duplicar sua base atual de clientes - cerca de 2 mil - até o final de 2014.

A mudança no portfólio da companhia começou em 2012, após a outorga da Anatel para uma operação de telefonia fixa. Antes disso a empresa atendia pelo nome Tríade, e fornecia internet via rádio para clientes residenciais.

Até o ano passado, a empresa contava com 13 estações rádio-base (ERB), com sinal nas cidades de Alvorada e Gravataí. Segundo Rodrigo Carvalhares, diretor da Tri, com a autorização da Anatel, a empresa resolveu investir no projeto de levar fibra para dentro das casas.

Atualmente, na maioria dos serviços de internet, as linhas de fibra óptica - de alta velocidade e durabilidade - ficam apenas para as redes da própria operadora, que vão das centrais até "caixas" nos bairros.

O trecho final - chamado de "última milha" - acaba ficando em conexões por fio de cobre (ADSL) ou cabo coaxial, que são mais baratos que a fibra óptica, mas perdem em entrega de velocidade e são mais suscetíveis à interferências climáticas.

"Estabelecemos um modelo em que levamos a rede de fibra até o modem do cliente, entregando 100% da velocidade contratada", orgulha-se Carvalhaes.

Vale lembrar que em conexões via cabo ou ADSL, as operadoras tem a liberdade de entregar um mínimo de 30% das velocidades estipuladas nos contratos com o cliente.

De acordo com o executivo, em 2013 a empresa já expandiu sua rede para mais de 100 quilômetros de ruas atendidas, com investimentos na casa de R$ 1 milhão.

"Para 2014, vamos gastar mais de R$ 3 milhões para expandir nossa cobertura, chegando à zona norte de Porto Alegre. Com esta expansão, também lançaremos nossa operação de IPTV", completa o diretor.

Embora o modelo FTTH ainda tenha custos altos, a empresa firmou uma parceria com a fabricante de componentes Parks para o fornecimento dos materiais, barateando os custos da operação.

"Com isso conseguimos estabelecer custos competitivos com as grandes operadoras. Conseguimos oferecer um pacote de 10Mbps por R$ 99 mensais", afirma Carvalhaes.

Para o executivo, a pouca cobertura e a divulgação inferior às grandes operadoras ainda é o limitador para a empresa. Atualmente, a operação de fibra óptica da Tri conta com 40% de clientes empresariais e 60% com clientes residenciais.

"Vamos focar mais no consumidor final. As grandes operadoras já estão levando seus serviços de fibra para os clientes corporativos, mas ainda não voltaram seus esforços ao cliente final. Queremos aproveitar isso, pois é o que dará volume para nossa rede", destacou Carvalhaes.