Havan está renovando todas as aplicações. As estátuas da Libertade ficam. Foto: Divulgação.

A Havan, uma das maiores varejistas do país, adotou a plataforma de aplicações em container OpenShift da Red Hat, em um projeto com consultoria da Service IT.

Com a solução, a Havan poderá suportar suas equipes de desenvolvimento e operações dentro do conceito de orquestração de sistemas de container, o que traz vantagens no desenvolvimento, ampliação e gerenciamento de sistemas com a adoção de tecnologias como Kubernetes.

“O nosso processo de desenvolvimento tinha muitos passos e era bastante demorado. Levavam, em média, seis semanas até as aplicações irem para o ar. Hoje, com as soluções open source da Red Hat, já é possível fazer sua implementação em menos de três dias”, afirma Eder Varela, coordenador de Desenvolvimento do Havan Labs.

Fundado no início do ano passado, o Havan Labs tem a missão de renovar todas as aplicações, desde a compra e logística à venda em loja física ou na internet.

Com um design de infraestrutura aprimorado, a Havan também reduziu o número de bugs e erros no seu ambiente de produção, o que permitiu à equipe se concentrar menos na manutenção e nas correções e mais no trabalho valioso destinado ao usuário final. 

“Com menos bugs, economizamos tempo. Esse ambiente oferece liberdade e autonomia, e assim poupamos tempo e dinheiro”, diz Varela.

Varela é um profissional da casa, contratado como programador pela Havan em 2007, muito antes da empresa se tornar conhecida em todo país em parte pelo crescimento, em parte pelo estilo excêntrico do seu dono, Luciano Hang.

A Havan, além de contar com a assistência contínua da Service IT, trabalha com um Technical Account Manager (TAM) da Red Hat para auxiliar na adaptação e utilização das novas tecnologias em todos os processos. 

Junto com as novas tecnologias, a Havan também passou a implementar boas práticas de desenvolvimento, incluindo DevOps. 

DevOps é uma abordagem em alta no mundo de TI, que passa pela aproximação das áreas de desenvolvimento e operações, visando girar um círculo virtuoso de melhorias no produto e na velocidade de entrega.

No ano passado, a Havan contratou a Meta para criar uma “célula ágil”, na qual a Meta agrega equipes trabalhando em desenvolvimento junto com os profissionais da Havan usando métodos ágeis.

Apesar de ser mais conhecida pelas lojas físicas, cujo número deve chegar a 150 até o final do ano, normalmente megalojas, a Havan tem uma presença digital sofisticada.

No ano passado, a empresa ficou entre as dez mais bem colocadas no Índice de Maturidade Digital (IMD) da Isobar, que avalia a forma como os consumidores são impactados e experienciam digitalmente as marcas. 

No primeiro projeto com a Meta, a Havan desenvolveu um gateway de pagamentos, que possibilita realizar o registro e emissão dos boletos conectando diretamente às API dos bancos parceiros, minimizando os custos neste tipo de transação. 

Outro projeto de porte foi o lançamento de uma assistente virtual (batizada de Liberdade, como a estátua de 33 metros que decora algumas lojas), usando a plataforma de serviços cognitivos Watson da IBM.

No momento, uma das maiores iniciativas é expandir a presença digital da Havan com um marketplace. Ainda em implementação, a novidade deve ser anunciada em breve.

O digital é uma nova fronteira para a empresa, que vem crescendo entre 40% e 50% ao ano e espera encerrar 2020 com um faturamento de R$ 10 bilhões.