Uma foto ilustrativa sobre strartups. Foto: Pixabay.

A Gerdau apostou em um “estilo startup” para os seus funcionários das áreas financeira, jurídica, institucional e de relações com os investidores na sua sede em Porto Alegre.

A Zero Hora desta segunda-feira, 20, traz uma matéria nas páginas de economia sobre o assunto, com uma galeria de fotos online.

O estilo do novo espaço é conhecido por quem entrou em alguma empresa nova da área de tecnologia nos últimos tempos: espaços abertos, wifi e mobiliário informal ocupado por profissionais em trajes casuais.

“Para mudar a cultura é preciso mudar o comportamento, claro, mas também são necessários símbolos que mostrem isso”, disse ao jornal gaúcho Francisco Deppermann Fortes, vice-presidente de Pessoas da Gerdau.

As mudanças na Gerdau realmente não dizem respeito apenas aos móveis e funcionários de bermuda.

Em uma conferência com investidores em agosto do ano passado, André Gerdau Johannpeter, diretor-presidente da companhia, destacou a "modernização da cultura da empresa", com a diminuição da centralização e renovação das lideranças.

No ano passado, o próprio Johannpeter fez a abertura de um dia dedicado ao método de trabalho ágil para funcionários de todos os segmentos da empresa. Esse tipo de organização do trabalho é o que dá substância à decoração das startups.

Outro sinal significativo nesse sentido foi a troca da CA pela ServiceNow como provedora de software de gerenciamento de incidentes de TI.

A ServiceNow tem um produto rodando na nuvem e em tese mais alinhado com a nova filosofia de trabalho da Gerdau.

A decisão da Gerdau de abrir as portas da empresa para os fotógrafos da Zero Hora não é um fato isolado.

A gigante de siderurgia, normalmente uma empresa bastante discreta quando  o assunto é comunicação, parece estar em meio a uma agressiva campanha de relações públicas.

A Gerdau contratou a Burson-Marsteller, uma das maiores companhias do mundo especializada na área, e nos últimos tempos tem feito uma barragem de divulgações relacionadas à adoção de novas tecnologias na empresa. 

A companhia parece estar reagindo, após alguns trimestres de resultados ruins, demissões causados pela crise econômica e a queda de procura por aço, além de problemas tributários revelados pela operação Zelotes.