Gabriela Gonçalves, CEO do fundo Brasil Venture Debt I.

A Goomer, uma startup focada no mercado de restaurantes, é uma das primeiras startups do país a fazer uso de “venture debt”, um tipo de empréstimo promovido por fundos de investimento que está dando os primeiros passos no país.

O fundo em questão é o Brasil Venture Debt I, operado pela SP Ventures com R$ 140 milhões oriundos do BNDES, XP Investimentos, BDMG, Bossa Nova e diferentes family offices.

Na prática, o venture debt é um empréstimo com condições mais favoráveis do que um banco faria, devido ao fato do emprestador estar mais familiarizado com o universo de startups.

O financiamento é de longo prazo e não vence caso no meio tempo a startup consiga um aporte de capital. 

O Brasil Venture Debt I está ativo desde o ano passado, mas deve decolar agora, em um momento em que muitas startups enfrentam problemas de capital de giro, levando uma parte significativa delas a fazerem corte de pessoal.

No caso da Goomer, o dinheiro bancou o desenvolvimento do GoomerGo, sua ferramenta gratuita para realização de pedidos online via WhatsApp, uma novidade com bom potencial em meio da pandemia. Normalmente a empresa vende o produto em totens e tablets, o que não tem saída no momento.

“Muitas empresas que vinham alcançando desempenho positivo irão passar por um período de queda de vendas e negócios, mas devem se recuperar em breve quando a pandemia passar. Para estas faz todo o sentido a opção pelo venture debt”, explica Gabriela Gonçalves, CEO do fundo. 

O fundo busca  startups que já possuam escala mínima, estejam tracionando e já tenham recebido investimentos de venture capital ou de outros investidores institucionais. O faturamento deve ficar entre R$ 4 milhões e R$ 90 milhões anuais.