Rede varejista está com 80% de suas lojas fechadas. Foto: divulgação.

A Lojas Marisa, rede varejista de moda feminina, vai permitir que qualquer pessoa venda seus produtos on-line, enquanto 80% de suas lojas continuam fechadas por conta da pandemia.

Segundo o site Brazil Journal, o programa Sou Sócia começou a ser desenhado em janeiro. Mas, com a chegada do novo coronavírus, a varejista decidiu acelerar o processo e colocar o projeto no ar o quanto antes.

Para vender as roupas da Marisa, as vendedoras deverão compartilhar links personalizados do site ou de campanhas específicas com sua rede de contatos. 

Cada produto que for vendido por meio desses links gera uma comissão básica de 5% para elas. Campanhas específicas terão comissões maiores.

“É uma via de mão dupla. De um lado, a Marisa precisa acelerar suas vendas digitais porque está com as lojas fechadas e, de outro, tem muita gente precisando de renda extra porque perdeu o emprego”, explicou Rodrigo Poço, head de digital da Marisa, ao Brazil Journal.

Segundo a empresa, a expectativa é chegar a 100 mil vendedoras cadastradas até o fim do ano, gerando um aumento significativo nas vendas virtuais da varejista.

Hoje, o e-commerce responde por apenas 7% do faturamento total da Marisa, mas cresce num ritmo acelerado desde que a crise começou. 

Ações para criar uma força de vendas digital, seja a partir dos vendedores parados em casa ou de pessoas sem ligação com a empresa, estão se tornando comuns.

A Via Varejo, dona do Ponto Frio e das Casas Bahia, lançou uma plataforma semelhante, que permite aos vendedores de suas lojas trabalharem com os produtos do e-commerce recebendo comissão.

Na Arezzo, marca de calçados gaúcha, os funcionários recebem códigos pessoais para vender os produtos usando suas próprias contas de mídia social e ganham uma comissão de 20% sobre as vendas.

A empresa dobrou as suas vendas on-line desde o começo da crise, atingindo uma cifra que hoje já representaria 25% do seu faturamento em tempos normais, com as lojas abertas.