Petrobras não costuma abrir muita informação sobre estratégia de TI. Foto: Petrobras.

A Petrobras fez um grande avanço no uso de tecnologias da Microsoft nos últimos meses, incluindo a nuvem Azure, Office 365 e inteligência artificial.

De acordo com uma matéria da Bloomberg, a Petrobras começou a migrar funcionários para o Office 365 da Microsoft no ano passado. 

Com a pandemia, a empresa passou a usar também os chamados  “terminais virtuais” para quem está em casa, chegando a 15 mil por dia.

Um projeto piloto com a Microsoft para monitorar equipamentos de segurança offshore foi expandido.

O texto ainda menciona o uso de tecnologia de inteligência artificial da Microsoft para processar uma dados geológicos.

“Fomos colocados à prova como fornecedores da Petrobras”, disse Fernando Lemos, diretor de tecnologia da Microsoft no Brasil.

Apesar de algo vagas nos detalhes, as informações da Bloomberg são interessantes, porque a Petrobras muito raramente fala de seus fornecedores de tecnologia e o setor de petróleo como um todo está entre os mais reticentes em adotar computação em nuvem, por temores de segurança.

“Em três a quatro meses, fizemos uma transformação que normalmente levaria de três a quatro anos”, disse à Bloomberg Nicolas Simone, que assumiu o comando da nova divisão digital e de inovação da empresa em outubro. 

Simone é um profissional experiente. Antes de ir para a Petrobras, atuou como gerente de TI do Grupo Boticário por cerca de três anos.

Entre 2012 e 2015, foi superintendente de sistemas e gestão do Itaú Unibanco, na qual permaneceu por três anos.

O executivo ainda teve uma passagem pela diretoria de TI e gestão das Lojas Renner.