ANTIPROPINAS

AX4B tem ISO 37001

23/01/2019 14:44

Parceira Microsoft é a 1a do país a anunciar compliance com nova regra anti-corrupção.

Nova ISO visa evitar o pagamento de propinas.

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A AX4B, empresa paulista parceira da Microsoft, acaba de receber a certificação ISO 37001, que atesta a aderência a padrões mundiais para evitar a prática de subornos em vendas para o governo.

Lançada em 2016, a nova ISO ainda tem poucos aderentes no Brasil. Não há um cadastro centralizado, mas a lista inclui Fundação Ezute, Hope Recursos Humanos, Elfe e Loga – Logística Ambiental de São Paulo.

A Microsoft foi uma apoiadora de primeira hora da nova ISO e anunciou a intenção de certificar as suas operações já em 2017.

Especializada nem nuvem e na linha de produtos de gestão empresarial da Microsoft, a AX4B está no primeiro time de parceiros da multinacional no Brasil, os chamados Licensing Solution Partner, junto com outras 14 empresas.

A movimentação da AX4B acontece num contexto mais amplo de adaptação do setor de software às exigências da Lei Anticorrupção de 2013, que na sua regulamentação de 2015 estabelece exigências para companhias que vendem para o governo.

A ABES, entidade que reúne as maiores empresas de tecnologia do país, lançou no ano passado um canal de denúncias, pelo meio do qual funcionários podem reportar anonimamente atos de corrupção, fraudes e impropriedades contábeis até assédio moral e sexual, entre outros.

A Lei Anticorrupção estabelece que a existência de um “comitê de integridade” pode contar como um atenuante para penas relativas a delitos de corrupção em negócios com o governo.

Empresas como a Microsoft e a AX4B estão no topo da cadeia alimentar. O problema é que a maior parte das compras de software do governo muitas vezes passam por intermediários que estão numa grande "zona cinza".

Uma matéria do Globo em agosto do ano passado apurou que dos R$ 4,8 bilhões gastos em TI no ano passado pelo governo, R$ 3 bilhões (62,5%) foram parar sem licitação na mão de uma constelação de empresas sediadas em Brasília, uma parte delas de fachada.

Ao todo, foram localizados 70 endereços de empresas que só existiam no papel. O jornal não chega a dizer quantas empresas compunham o grupo inicial.

A movimentação na capital tende a aumentar. Nos últimos anos, o governo já vinha deixando para trás a política de incentivo a software livre e desenvolvimento interno das administrações petistas e partindo para comprar software proprietário no mercado, uma tendência que deve se acelerar no governo Bolsonaro.

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