Pode botar também uma placa da Red Hat. Foto: Banco Central.

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O Banco Central está usando tecnologias open source da Red Hat como base do PIX, sistema de pagamentos instantâneos lançado no final do ano passado que é a nova mania nacional.

A arquitetura é baseada em uma série de produtos da Red Hat, indo desde a solução de gerenciamento de softwares baseados em container OpenShift, que é mais conhecida, até produtos mais obscuros (pelo menos para esse repórter) como AMQ Streams e Ansible Automation Platform.

Para chegar a melhor infraestrutura para o PIX, o BC realizou uma licitação para contratação de uma arquitetura distribuída, altamente escalável, baseada na plataforma de tratamento de dados Apache Kafka. 

A solução vencedora foi o Red Hat AMQ, parte do Red Hat Integration, que oferece streaming de dados distribuídos com alta produtividade e baixa latência para operar, escalar e gerenciar aplicações em um ambiente Kubernetes nativo em nuvem.

O Banco Central também implantou o Red Hat Ansible Automation Platform para criar e oferecer funcionalidades de automação de infraestrutura, assim o PIX pode ser integrado com soluções de automação, permitindo centralizar o gerenciamento. 

"Queríamos criar uma solução que oferecesse transferências financeiras seguras e flexíveis, melhorando a experiência de nosso cliente, enquanto reduzimos os custos por transação", afirma Vicente Fernandes, chefe da Divisão de Arquitetura de Servidores, Armazenamento e Software Básico do Banco Central.

Durante os testes com um volume de 2 mil transações por segundo, o banco processou com sucesso 99% do total em menos de quatro segundos.

Inaugurado em novembro do ano passado, o PIX movimentou em 2020 um total de R$ 150,3 bilhões, em cerca de 176 milhões de transações. 

Até agora, a grande maioria dos pagamentos (85%) é entre pessoas físicas, mas isso deve mudar à medida em que mais empresas passem a aceitar pagamentos.

A partir de março, será possível incluir no PIX juros, multas, descontos e data de vencimento, o que transforma o meio em algo mais parecido com um boleto bancário. 

Outra inovação prevista é a possibilidade de pagar em parcelas, como um cartão de crédito, com a diferença de que será necessário ter o dinheiro suficiente na conta para pagar a compra inteira.