Itaú.

O Itaú está usando o banco de dados em memória Hana da SAP para fazer um projeto de Big Data.

A informação faz parte da divulgação trimestral de resultados da SAP no Brasil. 

Na nota, a SAP informa que, a partir da plataforma, será possível combinar dados estruturados e dados não estruturados, gráficos e análises geoespaciais e processamento de eventos complexos em tempo real.

É uma descrição algo genérica de um projeto de Big Data, o que provavelmente tem a ver com o grande nível de segredo com o qual os bancos costumam cercar seus investimentos nessa área.

A nota não revela qual será a aplicação analítica que terá os dados armazenados no Hana. 

Durante o último Ciab Febraban, Roberto Setúbal, presidente executivo da holding Itaú Unibanco, destacou a quantidade de dados acumulada pela instituição como um ponto forte a ser explorado na concorrência com novos players do mercado financeiro, as chamadas fintechs.

“Uma vantagem que nós temos é o maior volume de dados sobre clientes e as possibilidade de projetos de Big Data associados”, resumiu o banqueiro. 

Durante o mesmo evento, o Itaú abriu que vai disponibilizar suas aplicações internas para os funcionários na nuvem a partir do segundo semestre, com mais migrações previstas para 2017. 

No ano passado, o banco brasileiro inaugurou um data center em Mogi Mirim ao custo de R$ 3,3 bilhões.

O contrato significa mais uma entrada para a SAP em uma das maiores instituições financeiras do país. A estratégia da multinacional alemã nesse mercado tem sido comer pelas beiradas.

Tonatiuh Barradas, VP de indústrias estratégicas para a América Latina da SAP, acredita que os bancos estão cada vez mais abertos a ganhos de eficiência operacional por meio de iniciativas cloud nas áreas de capital humano (atendidos pela linha SuccessFactors) e gestão de compras (Ariba).

Um exemplo dessa tendência é o Bancolombia, o maior banco da Colômbia e um dos 10 maiores da América Latina, que implementou justamente os softwares SuccessFactors e Ariba em um projeto realizado em 2014.

Os bancos brasileiros, que nos últimos anos investiram bilhões em novos data centers, parecem estar prontos para levar essa abordagem para dentro de casa, com projetos de nuvem privada.