Maersk é uma gigante do transporte marítimo. Foto: Pixabay.

A casa da Maersk, gigante dinamarquesa de transporte marítimo, caiu totalmente após um ataque pelo malware NotPetya sofrido pela empresa no ano passado: foi necessário reinstalar em 10 dias 4 mil servidores, 45 mil PCs e 2,5 mil aplicações.

Os detalhes foram revelados pelo presidente da companhia, Jim Hagemann Snabe, durante palestra no Fórum Econômico Mundial nesta semana.

“Foi um esforço heróico. Normalmente, eu diria que isso deveria ter levado seis meses”, resumiu Snabe, um profissional com vivência na área de tecnologia, tendo chegado a ser co-CEO na SAP.

Durante o período, a Maersk operou com “sistemas manuais” e “resiliência humana”, com uma perda de apenas 20% no volume total de mercadoria transportada. 

Para se ter uma dimensão do que isso significa: um barco da empresa ancora em algum lugar a cada 15 minutos, carregando tipicamente entre 15 mil e 20 mil containers. O prejuízo estimado ficou entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões.

“No futuro, quando a automação criar uma confiança total em sistemas digitais, o esforço humano não será mais capaz de ajudar em crises como essa”, comentou Snabe.

Talvez seja uma boa manter as planilhas em papel a mão. Só por se acaso.

O depoimento de Snabe pode ser visto no vídeo abaixo: