Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

Duas contas do Twitter, que se identificam como ligadas ao grupo de hackers Anonymous no Brasil, vazaram supostos dados pessoais da primeira-dama Michelle Bolsonaro na rede social.

Segundo a revista Forum, a conta @4N0NYMOUSBR compartilhou um print com o número da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da esposa de Jair Bolsonaro, assim como seu CPF e número de identidade.

Outras informações, como tipo de habilitação e data de vencimento da CNH também são listados na imagem, que foi deletada pouco tempo depois da divulgação.

Já a @brzanonymous divulgou supostos números de telefone, endereços residenciais e dados de cartão de crédito da primeira-dama. Neste caso, a conta foi suspensa pelo Twitter, segundo a empresa, por violar as regras da rede social.

De acordo com o G1, o Palácio do Planalto foi procurado, mas ainda não se manifestou sobre as postagens do Anonymous.

Em junho, o mesmo grupo hacker divulgou no Twitter dados pessoais do presidente, dos seus filhos Carlos, Eduardo e Flávio, de Damares Alves e de Abraham Weintraub, além de outros aliados próximos.

As informações incluíam dados como e-mails, telefones, endereços, perfil de crédito, renda, nomes de familiares e bens declarados - dados públicos, em sua maioria, como informações prestadas à Justiça Eleitoral e a órgãos de controle da União.

Os dados ficaram apenas minutos no ar antes da conta no Twitter ser desativada e o site onde originalmente estavam as informações, cair. Mesmo assim, as informações foram replicadas e circulam em redes sociais.

Menos de um mês antes, um grupo de hackers com adolescentes - já encontrados pela Polícia Federal - afirmou ter obtido dados sensíveis de 200 mil militares, tornando pública e disponível para download uma parcela das informações supostamente obtidas nos bancos de dados militares.

Entre as informações, estavam desde e-mails institucionais até logins e dicas de senhas, passando por nomes completos, contas bancárias, títulos de eleitor, CPF, nome dos pais, estado civil, nível de escolaridade e religião.

Já o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, expôs seus dados por conta própria em abril, quando deixou os números de RG e CPF à mostra ao publicar no Twitter seu resultado negativo para covid-19.

A exposição dos dados virou motivo de piada na rede social e foi corrigida cerca de uma hora depois, quando ele republicou a imagem borrando os campos de dados pessoais.

No meio tempo, usuários do Twitter afirmaram ter usado as informações para registrar Heleno como mesário voluntário ou prolongar suas assinaturas gratuitas em serviços de streaming.