Saraiva está tentando dar a volta por cima. Foto: Divulgação.

A Saraiva, uma das maiores redes de livrarias do país, trocou a sua plataforma de e-commerce: saiu o Magento, implementado pela e-Smart em 2014 e entrou a solução da VTEX, hoje a maior empresa brasileira no segmento.

Em nota, a VTEX não chega a mencionar o software usado antes, mas a implementação foi divulgada na época.

"Além de oferecer uma infraestrutura mais leve, a solução tem processos direcionados a otimizar vendas. Com a migração, teremos mais força e agilidade para responder às demandas do varejo digital e estar alinhados com as exigências dos nossos consumidores", afirma Felipe Pavoni, diretor de e-commerce da Saraiva.

Entre as novidades, a Saraiva deve ampliar o modelo de marketplace, podendo ofertar produtos de parceiros, além de fazer entrega gratuita em todas as lojas da rede, o que se conhece no jargão da área como “omnichannel”. 

O software da VTEX vai rodar em nuvem, o que permitirá à Saraiva ter um “time de tecnologia mais enxuto e focado em desenvolver projetos que impulsionam os negócios”.

Corte de custos é um ponto chave para a Saraiva, que aprovou em agosto um plano de recuperação judicial para uma dívida de R$ 684 milhões.

Pelo plano aprovado, a Saraiva aceita afastar a família fundadora da gestão da empresa e contratou uma empresa de recrutamento para elaborar uma lista tríplice com indicados ao cargo de presidente da companhia.

A presença online pode ser uma área de crescimento para a empresa, que nos últimos anos vem encolhendo no mundo real: em outubro fechou 20 das suas 104 lojas físicas.

Em 2018, o faturamento da Saraiva caiu 17,5%, para R$ R$ 1,55 bilhão, em 2018. A queda foi sentida tanto no canal de lojas físicas (-17,7%) quanto no e-commerce (-17,1%).

Entre os mais de 2,5 mil clientes da VTEX estão nomes como Walmart, O Boticário, C&A, Ambev, Motorola e Whirpool.