Vinicius Pessin.

O C6bank, nova fintech ainda em processo de lançamento, fechou a compra da NTK Solutions, um player de pequeno porte no mercado de máquinas de pagamento.

Com a compra, a NTK trocou de nome e agora se chama PayGo, informou a própria NTK em nota.

Vinícius Pessin, ex-diretor executivo para marketplace da B2W Digital, que ingressou na C6 em junho, foi colocado à frente da nova PayGo.

Pessin é um executivo experiente. Ele foi CEO da e-Smart, uma companhia especializada em plataforma de e-commerce comprada pela B2W Digital em 2015 por R$ 13 milhões.

Antes da e-Smart, Pessin fez carreira no mercado de hosting, com passagens por empresas como Plug In e UOL Host.

Em seu site, a NTK informa que transaciona cerca de R$ 800 mil transações diariamente, através de 38 mil terminais. A título de comparação, a líder Cielo, ainda que esteja perdendo participação para novos concorrentes como a NTK, tem 1,5 milhão de aparelhos na rua.

"Queremos ser um marketplace inteligente e inovador, cada vez mais completo, para capturar transações com cartões independentemente do canal que o empresário escolha para receber os seus pagamentos", afirma Pessin.

Segundo fontes do Baguete, Marcos Massukado, executivo com uma passagem de duas décadas pelo Itaú (e outros dois pela Rede) que entrou na NTK em 2017 e era seu CEO, passou a integrar o time de VPs da C6.

O C6 tem mantido uma postura low profile, enquanto assegura as aprovações necessárias para lançar o que promete que vai ser uma nova grande fintech no mercado nacional.

Conforme reportagem do Valor em novembro de 2017, Marcelo Kalim, Carlos Fonseca e Leandro Torres, todos egressos do BTG Pactual, devem colocar R$ 500 milhões no novo negócio. 

Kalim, o controlador do novo banco, era o segundo maior acionista do banco, abaixo apenas de André Esteves.

Recentemente, o Baguete publicou um raio-X do time de TI da C6Bank, a partir de informações coletadas no Linkedin.

Pelo que foi possível averiguar, o C6, que já tem 200 funcionários, está contratando pesado no mercado.

Dois profissionais tem perfil de TI entre o time de fundadores do novo banco digital. Um deles é o CSO, Nelson Novaes Neto, que veio do Itaú, onde exerceu o mesmo cargo pelos últimos quatro anos. 

Novaes também foi líder da unidade de serviços gerenciados de segurança do UOL Diveo e gerente geral de segurança do UOL por mais de 10 anos. O profissional é membro do board da (ISC)² no Brasil.

Outro profissional com participação societária é Gustavo Torres, ex-líder de estratégia e inovação do Banco Original, outra fintech de destaque no país.

Torres, que participou da operação do Original desde o começo, não chega a informar qual é seu cargo no C6. 

O executivo tem também um background de e-commerce, com passagem pela Buscapé e OLX, e é um dos integrantes do board da iDEXO, aceleradora de empresas da Totvs.

Pesquisando na rede social, também é possível identificar uma parte do time mais operacional. O C6 trouxe profissionais de outros bancos, como Itaú, players de hospedagem e sites como UOL Diveo e multinacionais como Google.

Enildo Barros, ex-diretor de TI da Saraiva, será o líder de Infra e Operações de TI. Barros também passou alguns anos pelo UOL, no qual ingressou em 2001 e chegou a ser diretor de Engenharia do UOL Diveo.

Jose Luiz Marques Santana, ex-gerente de segurança de informação do Itaú, será o líder de cibersegurança. Santana tem passagem pela Cisco, UOL, IBM e Oi sempre em cargos técnicos.

Julio Moscovo, ex-gerente de TI da Livelo, será o líder de Operações de TI. O profissional também passou pela Walmart no Brasil, UOL Diveo e UOL.

Michel Pereira, ex-engenheiro de soluções cloud do Google, é o chief data officer da C6. Ele também passou pela AWS.

Marcel Sanches, ex-líder do time de inovação do Banco Original, é o líder de inovação. Sanches foi um dos fundadores da PixelTicket, uma startup de compra de ingressos online.