Antonio Felix, CEO da AX4B.

A AX4B, empresa de São Paulo que é uma das maiores parceiras da Microsoft para a linha de softwares de gestão empresarial no país, começou a trabalhar também com o Netsuite, ERP na nuvem da Oracle.

A nova frente de negócios será liderada por Everaldo Casaroli, um profissional com passagem por posições de gerente de projetos em diversas consultorias de ERP, incluindo a Inove, uma outra parceira da Microsoft que decidiu entrar no mercado Netsuite.

“A ideia de colocar a plataforma Oracle Netsuite em nosso portfólio se deu pela grande penetração que conseguimos nos últimos anos no mercado de pequenas e médias empresas. Identificamos que há muitas oportunidades nessa faixa de mercado e que são atendidos perfeitamente pela solução Oracle Netsuite”, explica Antonio Felix, CEO da AX4B.

Netsuite não é a primeira linha de negócios da AX4B fora do mercado Microsoft, que é o carro chefe da companhia. A empresa já atuava também com produtos da Autodesk, Kaspersky e a própria Oracle. 

A entrada da AX4B é mais uma movimentação no canal Netsuite no Brasil.

Em junho, a Oracle comprou a Oxygen Systems, uma companhia brasileira especializada no sistema de gestão na nuvem.

A Oxygen Systems é uma spin off da Sonda criada em abril de 2017 a partir da sua antiga operação interna focada em Netsuite e está sediada em Joinville.

Na nota, a Oracle disse apenas que a Oxygen Systems provê localização para os “complexos requerimentos tributários para empresas com operações no Brasil” e que a compra entregará uma experiência de localização “seamless” para o ERP.

Provavelmente, a Oracle decidiu não fazer muito alarde sobre a que foi a sua primeira compra no Brasil para não causar rumores sobre problemas de localização, sempre o ponto fraco de ERPs estrangeiros no Brasil.

A NetSuite chegou ao Brasil em 2009, quase 10 anos depois de ser fundada na Califórnia, por meio da catarinense SuitePlus, então sua parceira exclusiva no país.

A reportagem do Baguete nos anos seguintes não registrou muita movimentação em torno da companhia. 

Depois da compra da Netsuite pela Oracle, um negócio de US$ 9,3 bilhões fechado em 2016, a coisa começou a se mexer mais, com um interesse maior de revendas de software de gestão pelo produto.

A Oracle gosta de dizer aos quatro ventos que 20% do seu faturamento no país em 2018 veio de “pequenas e médias empresas”, cinco vezes mais do que dois anos antes, mas isso é uma daquelas informações que multinacionais de tecnologia divulgam sobre as operações no Brasil sobre as quais é um pouco difícil de tirar maiores conclusões.