Capgemini e Altran, juntas de olho na área de Indústria 4.0. Foto: Pexels.

A Capgemini fechou a aquisição da também francesa Altran em um negócio de € 5 bilhões, sendo € 3,6 bilhões em dinheiro e € 1,4 bilhão em dívidas.

Com a compra a Capgemini, uma multinacional de serviços de TI, reforça seu posicionamento na área industrial, uma vez que o forte da Altran é engenharia e pesquisa e desenvolvimento para áreas como aeroespacial, automotivo, ciências biológicas e telecomunicações.

O segmento está em alta, com investimentos em tecnologia para se adaptar à Indústria 4.0, na qual os processos industriais são controlados por sensores, dentro da chamada Internet das Coisas, com uso pesado de software analítico.

A combinação das duas empresas criará um grupo com receita de € 17 bilhões e mais de 250 mil funcionários. Uma nova entidade que alavancará seu posicionamento único em segmentos particularmente promissores.

Saber o que o negócio representa para o Brasil é um pouco mais difícil. Das duas empresas, a Capgemini é de longe a mais conhecida no país, no qual entrou com força em 2010, ao comprar 55% do capital brasileira CPM Braxis por R$ 517 milhões.

Na época da aquisição, a CPM Braxis era a maior empresa brasileira de serviços de TI, tendo feito ela mesma uma série de fusões.

Já a Altran tem uma presença para lá de discreta. No seu site brasileiro, a empresa afirma ter escritórios em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba, empregando 400 funcionários. 

O site, no entanto, tem a última uma notícia publicada com data de 2013, o que provavelmente é um recorde de desatualização, assim que o resto das informações divulgadas.