NUVEM

Bitz migra para AWS com DataRain

28/07/2022 15:23

Plataforma foi implantada em 60 dias para suportar Black Friday.

Atualmente, a carteira digital da Bitz já acumula mais de 6 milhões de clientes (Foto: Divulgação)

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A Bitz, conta digital do grupo Bradesco, migrou para a nuvem da Amazon Web Services (AWS) com implementação feita pela DataRain, consultoria focada na plataforma.

A migração foi realizada em 60 dias para que o aplicativo pudesse transacionar em um novo ambiente na última edição da Black Friday.

“Inicialmente, o desenho da operação era colocar os serviços no ar apenas no final de dezembro, mas a antecipação foi vital para validar alguns conceitos técnicos, suportar a estratégia do negócio e se preparar para a expansão da base de clientes”, conta Wagner Andrade, Chief Executive Officer (CEO) da DataRain.

Segundo a empresa, a nuvem ajudou a conquistar novos clientes e impulsionou a atividade dentro do aplicativo, trazendo agilidade e maior segurança para acompanhar o crescimento da base de clientes e implantar novos serviços.

Atualmente, a carteira digital da Bitz já acumula mais de 6 milhões de clientes.

Focada em computação em nuvem, a DataRain tem sede em São Paulo e foi fundada em 2018. A empresa tem cerca de 50 funcionários e, entre seus principais clientes, estão Prevent Senior, Prefeitura de São Paulo, Sisu, Prouni e FIES.

SETOR EM MOVIMENTO

O setor bancário é altamente regulado e com infraestruturas de TI legadas de grande porte, e por isso fica atrás do mercado em geral quando o tema é adoção de nuvem.

De acordo com uma pesquisa da CIO Surveys, só 16% das empresas do setor de serviços financeiros adotaram nuvens públicas, abaixo da média de mercado de 24%.

Mas existem sinais de que isso está começando a mudar, mesmo no Brasil, em instituições de todo tipo de porte.

Quem está aderindo mais rápido são as novas operações, do tipo fintech, que não têm infraestrutura legada.

Quem parece estar na frente é a AWS, que nos últimos anos fechou contratos com o Digio, plataforma criada pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil, e o Fibra, focado em grandes e médias empresas dos setores de agronegócio e corporativo.

O Banco Bari, instituição financeira do Grupo Barigui, também nasceu na nuvem da AWS.

Já o Google Cloud, o principal concorrente da AWS, fechou um contrato com o banco BV, nova marca do Banco Votorantim, quinto maior banco privado brasileiro em ativos.

Mas mesmo os grandes nomes estão se mexendo. No final do ano passado, o Itaú fechou um contrato de 10 anos com a AWS, pelo qual um dos maiores bancos do país deve migrar a “maior parcela” de sua infraestrutura de TI dos mainframes e de seus data centers para a nuvem.

Foi uma mudança de rumos significativa, uma vez que, até pouco tempo atrás, o banco estava apostando pesado em construir a sua própria infraestrutura.

O Google também tem um cliente entre os bancos tradicionais, ainda que bem menor: o Banco BS2, antigo Banco Bonsucesso, anunciou a migração da sua infraestrutura para o Google Cloud.

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