REDES

LinkedIn: serviço de freelas no Brasil

28/10/2021 05:27

Nova função Service Marketplace agora está disponível em nível mundial.

Não faça seus freelas sentado no meio da rua. É uma má ideia. Foto: Pexels.

Tamanho da fonte: -A+A

O LinkedIn acaba de liberar em nível mundial o Service Marketplace, uma função que permite aos usuários divulgar a sua disponibilidade para trabalhos pontuais, carinhosamente conhecidos como freelas.

Pode parecer uma mudança trivial, mas a novidade coloca a rede social corporativa em competição direta com uma série de sites que se especializam justamente na intermediação desse tipo de trabalho.

Até agora a novidade estava funcionando sem muito alarde só nos Estados Unidos, sendo usada por 2 milhões de usuários, uma cifra ínfima frente aos 800 milhões de perfis da rede em nível mundial.

No momento, o Service Marketplace tem 500 categorias de trabalhos, com planos de aumentar para 500, revela o site Tech Crunch. O serviço é gratuito para contratantes e contratados, mas isso obviamente também pode mudar.

Para decolar, a novidade também precisa agregar funcionalidades: de momento, não é possível negociar preços, mandar notas fiscais, receber pela plataforma, ou, pelo menos pelo lado do freelancer, deixar um review do contratante.

O freela também não pode pesquisar oportunidades. Ele deve esperar passivamente uma proposta.

O Service Marketplace é mais uma mudança no Linkedin visando se adaptar às novas realidades no mercado de trabalho, dentre as quais o trabalho freelancer é uma das principais.

O Linkedin também passou a ter novos filtros para as posições fixas, permitindo ao usuário escolher vagas que sejam totalmente remotas, em modelo presencial, ou híbridas.

As mudanças vem da Microsoft, que pagou US$ 26,2 bilhões pelo Linkedin em 2016, uma das maiores compras no setor de tecnologia em todos os tempos.

A rede social gerou uma receita de US$ 8,8 bilhões em 2020, uma alta de 20% frente a 2019, principalmente com assinaturas de planos especiais e anúncios de vagas de emprego.

No espaço de trabalho freelance, o novo serviço compete diretamente com companhias de nicho como Upwork e Fiverr. Das duas, só o Fiverr está no Brasil desde o final do ano passado.

Juntas, elas faturaram US$ 550 milhões, uma alta de 37%, cobrando fees sobre contratos de trabalho freelancer intermediado pelas suas plataformas (27% e 13%, respectivamente).

Veja também

TRABALHO
Como NÃO conseguir um emprego em 2021

Confira seis erros comuns listados por um headhunter.

BRIGA
Febraban ataca Nubank no LinkedIn

Para a Federação, as fintechs querem “pagar menos impostos, gerar menos empregos e ter poucas obrigações”.

IMAGENS
SAP demite por vídeo viral

Discussão sobre máscaras em supermercado acaba na Internet e funcionária na rua.

MALABARISTAS
Funcionários em casa têm dois empregos

Tem gente trabalhando em duas empresas ao mesmo tempo nos Estados Unidos.

CARREIRA
Petterle quer ser conselheira profissional

Executiva sai da RBS e aposta na alta de temas como transformação digital e diversidade.

CARREIRA
Praticando o desapego do conhecimento

Profissionais precisam reconhecer o momento de deixar o passado de lado.