Meia dúzia de cavalos disputam a corrida do IaaS. Foto: Pixabay.

O Gartner reduziu pela metade o número de empresas analisadas no seu Quadrante Mágico para Infraestrutura como Serviço (IaaS), em mais uma sinalização de que o segmento está sendo dominado por Amazon Web Services e Microsoft.

A versão de 2018 do respeitado relatório deixou de fora oito players que haviam entrado na versão anterior: Virtustream, CenturyLink, Joyent, Rackspace, Interoute, Fujitsu, Skytap e NTT.

A lista inclui dois players japoneses de calibre (NTT e Fujistu), uma empresa adquirida pela EMC, antes da EMC ser ela mesma adquirida pela Dell (Fujistu) e uma companhia forte nos Estados Unidos, mas que entrou no Brasil pela compra da Level 3 (CenturyLink).

Entre as empresas que ficaram no Quadrante, tudo mais ou menos como o esperado. AWS e Microsoft estão disparadas na frente na área de líderes, seguidas de longe pelo Google.

Alibaba Cloud, Oracle e IBM estão todos embolados na categoria players de nicho. Ninguém é citado nos dois outros quadrantes.

A empresa de análise de TI justificou a medida dizendo que os clientes tem expectativas maiores sobre IaaS do que só servidores e armazenagem alugadas.

“Os clientes esperam também funcionalidades de gerenciamento, serviços de desenvolvimento e de infraestrutura de software na nuvem, incluindo capacidades de plataforma como serviço totalmente integradas”, resume o Gartner.

Na prática, não é tão fácil saber o que aconteceu.

O Quadrante Mágico é um dos relatórios mais aguardados do Gartner e divide um número determinado de competidores (em alguns casos, até 20), em quatro segmentos diferentes,  com base no posicionamento nos vetores habilidade de entrega e perfeição da visão.  

Entrar no relatório, e, mais ainda, no cobiçado segmento de líderes, é um belo marketing para os participantes.

Isso dependente, no entanto, de que as empresas topem abrir uma série de informações aos consultores do Gartner.

São analisados fatores como visão de negócios, a presença global, a carteira de clientes e o índice de satisfação, bem como a parte técnica da plataforma, casos de uso e funcionalidades.

Assim, é possível que o Gartner tenha decidido deixar de analisar os players que ficaram de fora, mas também que os mesmos tenham voluntariamente caído fora.