O grande salto na nuvem do Itaú. Foto: https://naftalina-retro.tumblr.com/

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O Itaú fechou um contrato de 10 anos com a AWS, pelo qual um dos maiores bancos do país deve migrar a “maior parcela” de sua infraestrutura de TI dos mainframes e de seus data centers para a nuvem.

O banco brasileiro também levará suas principais plataformas bancárias, soluções de call center, aplicativos bancários on-line e móveis para a AWS.

O projeto inclui ainda tecnologias de analytics, machine learning, serverless, contêineres, banco de dados gerenciado, processamento, armazenamento e segurança.

Em nota, AWS não chega a dar mais detalhes do projeto, que seguramente é um dos maiores já assinados no Brasil quando o assunto é computação na nuvem.

O Itaú já era cliente da AWS, para o Pix, o novo sistema de transferências bancárias que entrou recentemente em operação, além do iti, plataforma de conta digital gratuita do banco que permite aos usuários digitalizar QR codes para pagar de forma fácil e segura produtos e serviços, além de transferir fundos.

A instituição agora está expandindo do portfólio da AWS em todas as linhas de negócios bancários, cartões de crédito e seguros, bem como em todas as suas subsidiárias, como a Rede, uma das maiores provedoras de soluções de pagamento eletrônico do Brasil. 

“Estamos buscando uma transformação digital completa na AWS, saindo da tecnologia legada de mainframe e usando seu portfólio de serviços para obter insights e agilidade que nos tornarão ainda mais responsivos às necessidades de nossos clientes”, afirma Candido Bracher, CEO do Itaú Unibanco. 

De acordo com Bracher, o plano é “expandir agressivamente nossa presença na nuvem” e a AWS foi escolhida pela sua “amplitude e capacidade, altos níveis de segurança, infraestrutura global e experiência em serviços financeiros”.

O Itaú está fazendo uma mudança de rumos significativa.

Até pouco tempo atrás, o banco estava apostando pesado em construir a sua própria infraestrutura.

Em 2015, aumentou em 25 vezes a sua capacidade instalada, construindo um data center em Mogi Mirim com um investimento de R$ 3,3 bilhões.

Na época, o Itaú disse que o novo data center teria capacidade para atender o crescimento dessa demanda até 2050. 

Dentro do complexo há uma subestação de energia com capacidade de até 90 MW, suficiente para abastecer uma cidade com aproximadamente 140 mil habitantes.

Foi prevista na época também a construção de mais dois data centers entre 2021 e 2023 e outros dois até 2035, sempre no mesmo local.