Metade da empresa fica, metade vai embora. Foto: Depositphotos.
A Block, fintech liderada pelo fundador do Twitter Jack Dorsey, demitiu numa tacada só 40% dos seus funcionários, cerca de 4 mil pessoas, alegando que elas não são mais necessárias por causa de ferramentas de inteligência artificial.
Dorsey explicou a decisão em um post no X.
“Já estamos vendo que as ferramentas de inteligência que estamos criando e utilizando, combinadas com equipes menores e mais enxutas, estão possibilitando uma nova forma de trabalhar que muda fundamentalmente o que significa construir e administrar uma empresa. E isso está se acelerando rapidamente”, disse Dorsey.
Segundo Dorsey, os cortes poderiam ser feitos pouco a pouco (o que se conhece no Brasil pelo “método salame”), ou logo de uma vez só, o que o executivo acredita que é melhor para o “foco e a moral interna” da empresa.
Na opinião de Dorsey, mais empresas devem seguir esse caminho.
“Não acho que a gente esteja sendo precipitado. Acho que a maioria das empresas estão atrasadas”, escreveu o executivo no X. “Dentro do próximo ano, acredito que a maioria das empresas chegará à mesma conclusão e fará mudanças estruturais semelhantes”, aponta Dorsey.
A Block foi fundada por Dorsey depois de sair do Twitter, em 2009, inicialmente com o nome Square, e funciona basicamente só nos Estados Unidos.
Inicialmente focada numa solução de pagamento e ponto de venda, a empresa foi ampliando funcionalidades incluindo carteira digital, pagamento em parcelas e produtos de bitcoin.
A empresa faturou US$ 24,2 bilhões no ano passado, com um lucro de US$ 10 bilhões. Mesmo assim, os investidores não andam muito felizes com a empresa, cujas ações caíram 80% desde 2021.
Depois do anúncio dos cortes, as ações subiram 23%.
