Cíntia Scovine, diretora executiva de tecnologia (CTO) do Bradesco.
O Bradesco, um dos maiores bancos do país, está colocando inteligência artificial na linha nas chamadas entre os chamados assessores de investimentos e os clientes do banco.
Segundo revela uma matéria do Neofeed, a IA do Bradesco avalia as ligações, analisando a “a aderência a roteiros e boas práticas”, além de sugerir melhorias para interações futuras.
Cíntia Scovine, diretora executiva de tecnologia (CTO) do Bradesco, afirma que no piloto do projeto que a “acurácia” das notas geradas por IA frente a avaliação feita por humanos ficou em 84%.
A CTO não chega a detalhar se o banco considera um diagnóstico “acurado” somente aquele igual ao de um avaliador humano, ou se existe uma margem de erro aceitável.
Seja como for, a avaliação interna é que o uso de IA permite reduzir o viés de amostragem (ou seja, conduzir mais avaliações, reduzindo o risco de avaliar um atendimento fora da curva para bem ou para mal).
O projeto foi concluído em meados de novembro de 2025 e começou a ser implantado por verticais e está na fase final de implementação, com conclusão prevista para este trimestre.
Hoje o Bradesco tem 1,7 mil assessores de investimentos, responsáveis por orientar clientes sobre que investimentos fazer.
Scovini está no Bradesco desde 2021, quando foi contratada vinda da IBM. Na Big Blue, a executiva fez uma carreira de quase 30 anos, sendo os últimos deles como advisor de grandes projetos na indústria de bancos e seguros.
Caras novas, aliás, são a regra na área de tecnologia do Bradesco, que está investindo pesado nessa área nos últimos anos.
O banco contratou mais de três mil profissionais de TI desde 2024, tendo encerrado o ano passado com um time de 10,5 mil profissionais de tecnologia, cerca de 6,5 mil internos.
