Imagens dos ataques no Bahrain.
Data centers da AWS nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrain foram atingidos por drones disparados pelo Irã nesta segunda-feira, 2, afetando duas das três zonas diferentes da gigante de nuvem no Oriente Médio.
No caso dos Emirados, o impacto foi direto, e no caso do Bahrain, apenas afetou a infraestrutura que faz o local funcionar.
Segundo a AWS, o ataque nos Emirados causou o acionamento do sistema anti-incêndio dos data centers, causando dano no equipamento.
Em nota, a AWS disse que o conflito em curso torna o ambiente operacional no Oriente Médio “imprevisível” e recomendou aos seus clientes mover cargas de trabalho na região para outras áreas.
O maior problema foi no sistema de armazenagem de dados S3, que só pode lidar com a queda de uma zona de nuvem dentro de uma região geográfica.
Não se sabe se o ataque tinha como alvo os data centers. O Bahrain é sede de parte da frota marítima americana. Um arranha-céu na cidade também foi atingido.
Os problemas para a indústria de tecnologia com a escalada de um conflito no Oriente Médio vão bem além da AWS.
Ao longo da última década, a região atraiu muitos investimentos do tipo, como parte do esforço de países como a Arábia Saudita, e os próprios Emirados Árabes no sentido de diversificar suas economias e reduzir a dependência do petróleo.
Segundo a DataCenterMap, que mantém um banco de dados de data centers ao redor do mundo, existem aproximadamente 326 data centers no Oriente Médio, com a maior concentração localizada em Israel, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos.
A maioria deles é operada por empresas locais, mas gigantes americanas como Google, Amazon, Microsoft e Oracle operam instalações na região.
