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O Banco do Nordeste suspendeu temporariamente transações via Pix em suas plataformas após sofrer uma tentativa de ataque cibernético na última terça-feira, 27.
A invasão foi detectada a partir de movimentações irregulares, feitas em uma conta-bolsão de uma prestadora de serviços, empresa na qual os criminosos encontraram uma vulnerabilidade. O montante desviado ainda está sendo levantado.
Contas-bolsão são contas bancárias únicas, geralmente de uma fintech ou instituição de pagamento, que centraliza o dinheiro de vários clientes finais, dificultando o rastreamento da origem dos fundos e sendo usada para ocultar transações.
Conforme reporta o Valor Econômico, a instituição ativou seus protocolos de segurança e controle ao identificar o incidente, mesmo o ataque não tendo advindo diretamente de sua estrutura central.
Ao mesmo tempo, as equipes técnicas se prontificaram a trabalhar no ocorrido e manter comunicação com o Banco Central para analisar a gravidade do episódio e restaurar as operações com segurança.
Até o momento, não foram identificados prejuízos às contas dos clientes nem vazamentos de dados.
A empresa optou por desabilitar o Pix para realizar uma análise mais detalhada do evento e seus impactos.
"O Banco do Nordeste reafirma seu compromisso com a segurança da informação e com a transparência e manterá o mercado informado acerca de eventuais desdobramentos desse incidente”, disse a organização em um comunicado.
Criado em 1952, o Banco do Nordeste foi idealizado para atuar no Polígono das Secas, perímetro do território brasileiro atingido por períodos prolongados de estiagem. Inicialmente, a instituição prestava assistência às populações dessas áreas com oferta de crédito.
Hoje, o banco está presente em cerca de 2 mil municípios de nove estados do Nordeste, parte de Minas Gerais e o Norte do Espírito Santo.
