VAREJO

Linx compra Hiper por R$ 50 milhões

02/04/2019 10:12

Linx quer bombar o Linx Pay entre pequenos varejistas por meio da base da startup.

Software da Hiper foca em pequenos negócios. Foto: flickr.com/photos/agostinozamboni/

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A Linx pode pagar até R$ 50 milhões pela Hiper, uma startup de soluções de gestão na nuvem para micro e pequenos varejistas sediada na pequena Brusque, uma cidade de 125 mil habitantes no norte de Santa Catarina.

Como a Linx costuma fazer, o valor será dividido entre R$ 17,7 milhões à vista, mais até R$ 32,3 milhões entre 2019 e 2021, condicionados ao cumprimento de metas.

Em nota, a Linx explicou que os objetivos estão ligados à penetração na base de clientes da Hiper das soluções de TEF e Linx Pay, as apostas da gigante de software de gestão para o varejo para ingressar no nicho de pagamentos.

“O racional é aumentar ainda mais o mercado endereçável de Linx Pay Hub com uma proposta de valor diferenciada através da combinação das soluções de meios de pagamento com um software de gestão em nuvem para micro e pequenos varejistas”, afirma a Linx em nota.

O que a empresa quis dizer com essa frase é que a justificação da compra da Hiper é fazer uma venda conjunta do sistema de pagamentos com software de gestão, uma técnica manjada tanto por operadores de pagamento como por fornecedores de sistema de gestão.

Fundada em 2012, a Hiper tem 15 mil clientes ativos em 2 mil municípios e mais de 600 canais de distribuição. O faturamento bruto da Hiper esperado para 2019 é de R$ 13 milhões.

Os fundadores Tiago Vailati, Marinho Silva e Marcos Fischer respectivamente CEO, COO e CCO da empresa, são três ex-funcionários da TI da Havan, onde trabalharam por cerca de uma década, antes da companhia se tornar famosa pelas peripécias políticas do dono, Luciano Hang.

A empresa recebeu em 2016 um investimento de R$ 4 milhões vindo dos fundos CVentures Primus, gerido pela CVentures em conjunto com a CRP Companhia de Participações, e a M3 Investimentos, organização de investimento de Marcel Malczewski, fundador da Bematech (outra empresa com forte presença em pagamentos).

Para a Linx, é mais uma compra: a empresa fez 29 desde 2008, mais ou menos uma a cada quatro meses e meio.

As compras incluíram fornecedores de soluções de nicho para varejo de roupa, farmácias, postos de gasolina e players de e-commerce.

O que chama atenção no novo negócio é o foco explícito no Linx Pay, uma grande tacada para entrar no mercado de no competitivo mercado de aquisição de crédito - as famosas maquininhas.

Na nova área, a Linx Pay vai competir com companhias como PagSeguro e Stone, ambas capitalizadas por IPOs recentes e bem sucedidos.

A Linx tem algumas coisas a seu favor: a companhia é a líder isolada no segmento de varejo, com mais de 40% de share, no mercado de softwares de gestão de varejo.

Segundo publica o Brazil Journal, a empresa transita em seus sistemas R$ 250 bilhões em pagamentos, um volume equivalente ao das três maiores empresas: Cielo, Rede e GetNet. São 46 mil clientes ao todo.

A Linx fechou 2017 com uma receita operacional bruta de R$ 656,1 milhões, um aumento de 15,5% em relação a 2016.

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