Petrobras é um dos maiores clientes da SAP no país. Foto: Divulgação.

A Petrobras fechou um novo contrato com a SAP, prevendo o upgrade para o S/4 Hana, a última versão do software de gestão da multinacional rodando na nuvem, além da adoção de um pacote de novos produtos.

A lista das novidades inclui os sistemas de e-procurement Ariba, a solução de gestão de viagens corporativas Concur, o módulo de planejamento de vendas SAP IBP e a solução de análise de dados Analytics Cloud.

A SAP não abriu valores, prazos ou se há consultorias envolvidas no negócio, que foi divulgado como parte de uma nota sobre os resultados da empresa no Brasil no terceiro trimestre do ano.

Segundo o Baguete pode averiguar, o contrato de implementação do S/4 e dos demais softwares é da Deloitte, com a SAP fazendo a venda das licenças e o controle de qualidade.

Nas entrelinhas, dá para ler que o contrato deve ter sido grande. Isso porque a SAP revela que o setor de petróleo e gás foi o de maior crescimento no país no período, um resultado que deve ter sido quase exclusivamente causado pelo contrato com a Petrobras.

A estatal brasileira de petróleo é usuária de sistemas da SAP desde 1999, sendo um dos primeiros e talvez o maior cliente da multinacional alemã no país.

De acordo com dados divulgados em 2011, dos então 150 mil colaboradores da Petrobras, cerca de 55 mil acessam a solução de gestão da SAP. 

A implementação foi um projeto monumental, envolvendo 2,7 mil profissionais da SAP e da Bearing Point a um custo total de US$ 260 milhões, segundo a Petrobras divulgou em 2003.

A Petrobras tem feito investimentos para modernizar a sua área de tecnologia.

Em agosto, uma matéria da Bloomberg revelou que a empresa  fez um grande avanço no uso de tecnologias da Microsoft nos últimos meses, incluindo a nuvem Azure, Office 365 e inteligência artificial.

A Petrobras falava muito raramente de seus fornecedores de tecnologia e o setor de petróleo como um todo está entre os mais reticentes em adotar computação em nuvem, por temores de segurança.

O perfil mais aberto parece ter com a entrada na operação de Nicolas Simone, que assumiu o comando da nova divisão digital e de inovação da empresa em outubro do ano passado.

Simone é um profissional experiente. Antes de ir para a Petrobras, atuou como gerente de TI do Grupo Boticário por cerca de três anos.

Entre 2012 e 2015, foi superintendente de sistemas e gestão do Itaú Unibanco, na qual permaneceu por três anos.

O executivo ainda teve uma passagem pela diretoria de TI e gestão das Lojas Renner.