Mais um dia no home office.

A Microsoft decidiu tirar funções do seu software Productivity Score, uma solução que a empresa ser de monitoramento de TI, mas que críticos dizem ser de controle de funcionários.

Isso porque o software atribuía uma nota individual de 0 a 100, baseada em uma série de fatores como o tempo usuários passam por dia em ferramentas  da suite de produtividade da empresa como Email, Teams e Word, com direito a detalhes como se a pessoa liga a câmera em um meeting ou não.

Pegou mal, críticos disseram que podia ser inclusive contrário a leis de proteção de privacidade e agora a Microsoft decidiu tirar a função que permitia conectar a informação com nomes de usuário dos funcionários.

Agora, os dados serão mostrados apenas no agregado da organização cliente, como explicou em um post no blog da empresa o VP da Microsoft Jared Spataro.

“Ninguém vai poder usar o Productivity Score para saber como um usuário individual está usando aplicativos e serviços no Microsoft 365”, garantiu Spataro.

Permanecem as funções de monitoramento de conectividade identificadas a nível de dispositivo, o que se alinha ao propósito declarado do Productivity Score de dar “insights sobre uso de infraestrutura”, em temas como tempos longos de boot, falta de colaboração em documentos ou conectividade ruim. 

As críticas ao Productivity Score acontecem no contexto de uma preocupação crescente com a privacidade dos funcionários em meio a uma migração em massa para o home office. 

Muitos empregadores estão desconfiando que os funcionários não fazem nada em casa e tomando medidas questionáveis.

Em junho, o Gartner divulgou que 16% dos empregadores estavam usando ferramentas para monitorar uso de emails e computadores. 

Uma ferramenta especialmente popular é o Sneek, que tira fotos pela webcam a cinco minutos.