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Turing quer freelancers do Brasil

07/12/2021 05:57

Empresa do Vale do Silício está de olho nos melhores desenvolvedores do país.

Fernando Rych.

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A Turing, uma plataforma de contratação de freelancers em alta no Vale do Silício, abriu uma operação brasileira, de olho nos profissionais locais.

A empresa fala em dobrar o número de contratados no país, sem abrir o número atual.

Em nível mundial, a Turing tem uma base com 1 milhão de desenvolvedores em 140 países. Os clientes incluem 200 empresas nos Estados Unidos.

Apesar de bastante badalada, a empresa foi fundada em 2018 e ainda está no começo, tendo captado US$ 55 milhões de investidores, o que nos Estados Unidos não é um valor particularmente alto.

Estão nos planos para 0 Brasil ações como eventos para os inscritos, além de conteúdo e marketing locais.

O agito será comandado por Fernando Rych, um ex-IBM contratado para a função de gerente sênior de comunidades para América Latina.

Rych é um profissional de destaque, com premiações da IBM em nível mundial, além de ser professor na área de MBA e pós-graduação da USP e coach na área de métodos ágeis. 

Ele terá apoio de Paula Maia, uma ex-gerente de estratégia e operações da 99 e product owner na Votorantim, que será a gerente sênior de estratégia e operações, além de mais uma profissional na fazendo o engajamento com os desenvolvedores.

“O Brasil tem um potencial fenomenal quando se trata de talento em software devido ao grande número de desenvolvedores do calibre do Vale do Silício dispostos a trabalhar em casa no mesmo fuso horário que as principais empresas dos Estados Unidos”, diz Akshay Thakor, vice-presidente sênior de operações da Turing. 

A Turing afirma que a sua meta é selecionar o 1% no topo da pirâmide de engenheiros de software trabalhando remotamente, com um processo focado em qualidades técnicas, inglês e "capacidade de trabalhar remotatamente".

A base de dados tem 100 categorias, incluindo React, Node, Python, Golang, Angular, Swift e Java.

Sediada em Palo Alto, no coração do Vale do Silício, a Turing foi projetada por ex-líderes de engenharia do Google, Facebook e Microsoft e vem em alta, tendo sido classificada em primeiro lugar na lista das 50 startups mais promissoras do prestigiado site The Information. 

Ela também foi nomeada na lista da Forbes dos melhores empregadores de startups da América e na lista de empresas mais inovadoras em local de trabalho da Fast Company de 2021. 

O cenário parece particularmente favorável para a Turing: uma grande massa de profissionais brasileiros passou a trabalhar em casa desde a pandemia e a empresa oferece salários em dólar em um pico histórico de desvalorização do real.

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