PORTO ALEGRE

Oracle se muda para o Instituto Caldeira

09/11/2021 14:35

Novo escritório já está funcionando no hub, junto a clientes como Lojas Renner e Grendene. 

Alexandre Maioral, presidente da Oracle Brasil. Foto: divulgação.

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A Oracle mudou oficialmente o endereço do seu escritório em Porto Alegre, que desde 2018 ficava no Tecnopuc, parque tecnológico da PUC-RS, para o Instituto Caldeira, hub de inovação que tem entre seus apoiadores algumas das maiores empresas do Rio Grande do Sul.

Uma boa parte dessas companhias, como Lojas Renner, Panvel, Grendene, Sicredi e Unimed Porto Alegre, são clientes da Oracle, o que incentivou a multinacional a fazer a mudança.

“O que nos encantou foi o conceito de transformação, que está muito ligado ao propósito da Oracle, transformar a vida das pessoas através da tecnologia. Aqui, nós vimos que iríamos ter contato com muitas startups e muitas empresas já consolidadas que também estavam vindo, então deu muito match”, explica Alexandre Maioral, presidente da Oracle Brasil.

A relação da Lojas Renner (um dos maiores clientes da Oracle no Brasil) com a iniciativa pode ter contado ainda mais pontos.

O convite para a mudança veio pessoalmente de José Galló, ex-CEO da Renner, ainda em fevereiro de 2020. Em 2018, quando a Oracle se mudou para o Tecnopuc, a intenção de proximidade com a varejista também era clara. 

A Renner havia recém fechado um convênio de pesquisa com o parque e, em 2019, ajudou a fundar o Instituto Caldeira, iniciativa da qual é uma das apoiadoras a nível corporativo. 

Já a família Renner, que abriu o capital das lojas ainda nos anos 90 e não manda mais na gigante do varejo, é a dona do espaço, que fica parcialmente dentro de uma antiga fábrica da empresa. A caldeira que dá nome ao instituto produzia energia para as indústrias do grupo AJ Renner nos anos 20.

Frederico Renner, bisneto de um dos fundadores da Lojas Renner, foi um dos nomes decisivos no início do projeto. 

(Maurício Renner, editor do Baguete, não tem nada a ver com tudo isso, sendo apenas um humilde jornalista).

O presidente da Oracle conheceu presencialmente o novo escritório na última segunda-feira, 8, quando convidou o Baguete para contar a novidade. 

“Eu dei uma volta com o Pedro (diretor do Instituto Caldeira) por aqui e falei ‘poxa, acertamos’. A gente acredita muito no potencial da Região Sul, que já foi muito grande e teve uma desidratação no mercado durante um período. Acreditamos muito na aceleração dessa iniciativa aqui, principalmente pós-pandemia”, conta o executivo.

No novo endereço, que tem 35 posições no total, já é possível ver algumas pessoas da Oracle trabalhando. Até dezembro, no entanto, a abertura do escritório é parcial, apenas para reuniões estratégicas.

A partir de janeiro, o plano é começar a liberar o espaço para que os funcionários possam frequentá-lo no modelo híbrido.

“A expectativa é fortalecer ainda mais essa relação da Oracle na região, cada vez mais trazer a tecnologia que a gente tem de ponta, além de participar e fomentar a aceleração das startups que estão nascendo aqui. Já sou até cliente de algumas delas”, destaca o presidente da companhia.

No hub, a americana está oferecendo mentoria e apoio na parte tecnológica para 20 novas empresas. Elas são participantes de um programa de aceleração chamado Ebulição, que tem duração de seis meses.

Além de Porto Alegre, a Oracle tem escritórios em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. No Rio, sua estrutura também acaba de se mudar para um coworking localizado na Barra da Tijuca.

Há 30 anos no Brasil, a companhia conta com mais de 2 mil colaboradores no país. O faturamento é divulgado globalmente e, no ano fiscal de 2020, foi de US$ 39,1 bilhões, baixa de 1% em relação ao período anterior.

Já o Instituto Caldeira é formado por 39 fundadores, que incluem a nata empresarial gaúcha, representada por nomes como Jorge Gerdau Johannpeter, famílias Renner, Ling, Goldstein e Herrmann.

O grupo conta com empresas tradicionais, como Renner, Sicredi, Panvel, Vulcabras Azaleia, Banrisul, RBS, Randon, e da nova economia, como Agi, 4all, Nelogica, Banco Topázio, SafeWeb, Zenvia, Meta e StartSe.

A meta é ter cerca de 3 mil pessoas circulando pelo local até o final de 2021, entre grandes corporações, startups e iniciativas ligadas à nova economia, conectando agentes do setor privado, universidades e poder público.

Fundado no começo dos anos 2000, o Tecnopuc é um parque tecnológico referência no país, com mais de 170 organizações, somando mais de 6,2 mil postos de trabalho. 

O Tecnopuc esteve envolvido na fundação do Caldeira e assinou recentemente um convênio para aproximar suas startups dos investidores por trás do hub.

Tanto o parque como o hub são atores destacados dentro do Pacto Alegre, um movimento pela melhoria no ambiente de inovação da capital gaúcha.

Assim como colaboram entre si, os atores em um ecossistema também podem eventualmente competir. É um tipo de relação, especialmente frequente na área de tecnologia, que os economistas chamam de coopetição.

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