José Carlos Pires, CEO da Scala.

A Scala, integradora de TI do grupo Stefanini, comprou a N1 IT, empresa paulista parceira da Microsoft, Adobe e Kaspersky.

Em nota, a Stefanini destaca que a N1 IT é um dos “principais players do mercado como a Microsoft” e tem “forte atuação e relevância com a Kaspersky”.

No Linkedin, a empresa tem 30 funcionários listados e afirma ter atendido a 5 mil clientes em 11 anos de atividades, números de uma integradora de TI de médio porte.

De qualquer forma, a adquirida reforça o portfólio da Scala, ela mesma produto da fusão realizada em 2016 entre a VANguard, empresa do Grupo Stefanini especializada em governança de TI, segurança e service management, com a Scala IT, um dos principais parceiros da IBM no Brasil na época.

Além de produtos IBM, a Scala trabalha também com Red Hat, Veeam e Dynatrace.

“Queremos expandir nosso portfólio acrescentando soluções como da Microsoft, por exemplo, trazendo maior aderência às ofertas que já temos, nos tornando ainda mais abrangentes e aumentando nossa participação no mercado de PMEs”, destaca José Carlos Pires, CEO da Scala.

A Stefanini vem embalada nas compras. 

Ainda na semana passada, a empresa anunciou a compra de duas unidades de negócio voltadas para software no Brasil da Diebold Nixdorf, gigante mundial de caixas automáticos.

Em nota, a Stefanini disse que o negócio foi a “aquisição mais importante em cinco anos”, mas não chegou a abrir valores.

A Stefanini fez umas quantas aquisições nos últimos anos (o grupo já chega a 20 empresas, sete compradas em 2020), mas de startups e empresas de médio porte, como a agência digital gaúcha W3Haus. 

A compra dos negócios de software da Diebold Nixdorf, no entanto, reforça a oferta da companhia no segmento financeiro, que é o coração da Stefanini, responsável por 35% do faturamento de R$ 3,3 bilhões em 2019. 

Para 2020, a expectativa é de um aumento de 20% nas receitas, chegando a quase R$ 4 bilhões.