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Mais de 2,7 mil voos em todo o mundo  foram cancelados nesta segunda-feira, 10, devido ao aumento de casos de Covid-19 entre funcionários de companhias aéreas, que precisam se ausentar do trabalho para cumprir quarentena.

Segundo a revista Veja, dados divulgados pelo Sindicato dos Aeronautas apontam que as dispensas médicas do setor cresceram 405% em janeiro de 2022 em comparação à média dos últimos 12 meses. 

Conforme o site FlightAware, especializado em monitoramentos de voos, a brasileira Azul foi a oitava companhia mais prejudicada, com 91 voos cancelados — o que representa 10% da sua operação.

A empresa confirmou que há um aumento de casos em sua tripulação, mas não informou o número de cancelamentos nesta segunda ou no restante da semana. 

Já a Latam, que aparece com 46 voos afetados no levantamento, informou que 52 viagens nacionais e internacionais foram canceladas na data devido ao aumento de casos de Covid-19 e Influenza.

A empresa também divulgou que outros 69 voos durante terça-feira, 11, e domingo, 16, foram afetados.

A Gol, por sua vez, afirmou que o problema não gerou impactos em sua escala.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que está monitorando os casos de doenças respiratórias em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo, além de acompanhar as empresas para garantir o cumprimento da prestação de assistência aos passageiros. 

Em caso de cancelamento, a empresa aérea deve oferecer o reembolso ou a reacomodação do passageiro em outro voo da companhia.

A agência aconselha que, antes de ir ao aeroporto, os passageiros verifiquem o status do voo para evitar deslocamentos desnecessários.

Segundo o Ministério do Turismo, o setor aéreo segue em recuperação da demanda que caiu bruscamente com a chegada da pandemia ao Brasil, em abril de 2020. 

Em dezembro de 2021, as companhias nacionais chegaram a uma média de 2.036 decolagens diárias, o que representa 84,7% do registrado antes da doença.