Luiz Sérgio Vieira, presidente da EY Brasil.

A EY Brasil, braço brasileiro da gigante mundial de consultoria, comprou a parceira SAP paulista Partners Digital.

Em nota, a EY não dá nenhuma informação mais consistente sobre o tamanho da Partners Digital, informando apenas que ela foi fundada em 2001, tem sede em São Paulo e uma operação em Portugal.

O Linkedin lista 73 funcionários da empresa. O site da Partners Digital saiu do ar e agora aponta para o comunicado da EY.

Olhando no Internet WayBack Machine, é possível ver uma versão de 2019 da página, na qual a Partners Digital afirmava ser uma "top 3" no país quando o assunto são softwares de customer experience da SAP, cujos produtos estão englobados na suíte C/4 Hana.

A empresa também lista dezenas de clientes de grande porte no segmento de varejo, como Decathlon, Natura, Makro e C&A, um tipo de base no qual a EY sem dúvida se interessa, visando reforçar sua presença no mundo SAP.

O movimento em Portugal parece recente. Paulo Felix, sócio residente no país, entrou na empresa em junho de 2019, tendo feito carreira em empresas de software de gestão como Oracle, Totvs, Datasul e a própria SAP.

“Acreditamos que nosso papel é construir em conjunto com os clientes as melhores soluções para as suas jornadas de transformação digital, de modo que os seus negócios sejam ressignificados e continuem a ter propósito e capacidade de gerar valor para o mercado”, diz o presidente da EY Brasil, Luiz Sérgio Vieira.

Veira assumiu a EY em 2016 e é uma prata da casa: entrou na empresa ainda nos 90 como trainee. O executivo foi o responsável pela estruturação do centro de inovação da empresa.

Os planos da EY na área de tecnologia são secundados por bastante dinheiro: só no ano fiscal 2021, estão previstos US$ 1,5 bilhão em projetos de inovação e qualidade de auditoria, soluções, pessoas e um ecossistema mais amplo de alianças estratégicas.

A EY tem uma presença importante no Brasil, com 5 mil profissionais em 12 escritórios.

As Big Four, grupo das quatro grandes de consultoria cujo negócio no final do dia é fazer contas, devem ter concluído que comprar empresas de TI brasileiras de porte médio é uma boa ideia, porque começaram a fazer isso toda hora de uns tempos para cá.

A Accenture, por exemplo, levou duas. Agora em janeiro a Real Protect, uma companhia brasileira especializada em segurança, com destaque para os chamados serviços gerenciados de segurança (MSS, na sigla em inglês).

A Real Protect é sediada no Rio de Janeiro, tem 15 anos de atuação e 90 funcionários com perfis no Linkedin. A empresa é parceira da Trend Micro e Splunk, Fortinet e Palo Alto.

Em agosto do ano passado, a empresa comprou a Organize, companhia brasileira que estava entre as maiores parceiras no país da ServiceNow, da multinacional americana de software de gerenciamento de serviços na nuvem.