Cassio Bobsin e João Selarim. Foto: Reprodução/LinkedIn.

A Zenvia, empresa de soluções de mobilidade de Porto Alegre, acaba de adquirir a TotalVoice, startup de Palhoça, em Santa Catarina, especialista em APIs (interface de programação de aplicativos) de comunicação por voz e texto.

A startup foi acelerada pela Darwin Startups.

Com a transação, a Zenvia incluirá gradualmente em seu portfólio chamadas de voz por APIs, envio de mensagens de voz automatizadas por TTS (text to speech), conferência por telefone e configuração de central telefônica, com número receptivo, fila e URA (sistema de atendimento automático para chamadas telefônicas). 

As novas soluções vão fazer parte da Plataforma de Comunicação da Zenvia, que já oferece canais como SMS, chatbot e WhatsApp. 

“A aquisição faz parte da nossa estratégia de diversificação de portfólio. Com a TotalVoice, passamos a oferecer soluções mais completas aos nossos clientes, somando mais um canal de comunicação para empresas e consumidores se comunicarem facilmente”, afirma Cassio Bobsin, CEO da Zenvia.

As operações comercial e de produtos em Palhoça continuarão lideradas pelos sócios da TotalVoice: João Selarim e Rafael Aguiar. 

“Estamos muito otimistas com o potencial de crescimento e escala tanto que a TotalVoice trará quanto com a combinação dos produtos que ambas as empresas poderá gerar”, diz Bobsin.

Com 15 anos de mercado, a Zenvia tem hoje 5 mil clientes. A empresa iniciou no mercado de sistemas baseados em SMS, mercado que passou a liderar em nível nacional em 2011, com a aquisição da concorrente paulista Comunika.

Nos anos seguintes, com a tecnologia de SMS sofrendo assédio de novas formas de comunicação por dispositivos móveis, a Zenvia embalou com novas aquisições da Purebros, focada em soluções de carrier billing; da Zynk, distribuidora de conteúdos para smartphones e por fim, no início de 2015, a área de Serviço de Valor Agregado (VAS) da Spring Mobile Solutions.

A compra da Spring foi o negócio mais relevante, colocando a empresa com uma presença forte em São Paulo (hoje, dos 220 colaboradores 70 estão na capital paulista e o restante em Porto Alegre).

O negócio foi embalado com recursos dos R$ 71 milhões do BNDESPar e do fundo de investimentos DLM captados um ano antes.

Em 2017, a receita líquida da empresa foi de R$ 230 milhões, uma alta de 24,4% frente ao ano anterior.