E agora, como arrumar isso?

Pelo menos três estados americanos, somando uma população de 15  milhões de pessoas, estão enfrentando um problema inesperado gerado pela pandemia do coronavírus: falta de programadores Cobol.

Autoridades dos estados de Nova Jersey, Connecticut e Kansas já vieram a público para dizer que os sistemas de pagamento de seguro desemprego, escritos em Cobol e rodando em mainframes há 40 anos, estão sobrecarregados e falta gente que consiga arrumar o problema.

O assunto parece mais sério em Nova Jersey, que, com 8 milhões de habitantes, é o maior dos três estados. O governador chegou a divulgar um pedido por voluntários que conheçam Cobol.

Nas últimas duas semanas, 362 mil moradores de Nova Jersey pediram seguro desemprego.

O Cobol foi criado no final dos anos 50 e usado para desenvolver uma série de sistemas nos anos 60, 70 e até 80.

Todo mundo que já tem algum tempo na área de TI ouviu profecias sobre o fim do Cobol, e no entanto ele segue aí firme e forte, principalmente em grandes sistemas de governo e na área financeira.

Um levantamento de 2017 feito pela Reuters mostrou que 43% dos sistemas bancários nos Estados Unidos são feitos em Cobol e nada menos que 95% dos caixas automáticos.

Os técnicos, por outro lado, estão sumindo. De acordo com a CNN, nos Estados Unidos a linguagem saiu do programa das universidades nos anos 80.

A IBM, que provavelmente vendeu alguns dos mainframes atualmente sobrecarregados de pedidos, decidiu intervir e está oferecendo um curso  online e um fórum de discussão sobre Cobol.