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E-COMMERCE

Linx compra ShopBack

Maurício Renner
// quinta, 19/10/2017 05:21

A Linx, especialista em software de gestão para o varejo, comprou a ShopBack, uma empresa de tecnologia para e-commerce, por um valor que pode chegar a R$ 56 milhões.

Alberto Menache.

Desse total, R$ 39 milhões estão sendo entregues à vista e outros R$ 17,5 milhões estão atrelados ao atingimento de específicas metas financeiras e operacionais entre os anos de 2017 e 2019.

A ShopBack é uma plataforma focada na recaptura de usuários abandonados e na retenção de clientes com remarketing por meio de big data (trocando em miúdos, são eles que fazem os anúncios de uma loja online na qual você entrou aparecerem por tudo que é lugar).

A empresa é boa no que faz, afirmando trafegar 85% do volume do e-commerce brasileiro mensalmente pela solução da empresa. 

A carteira de clientes tem 800 nomes, incluindo Microsoft, Avianca, Hoteis.com, Bradesco, Arezzo, Azul, Brastemp, Vivo e Oi, entre outros pesos pesados.

Nada mal para uma empresa lançada em 2015 por Isaac Ezra, que já havia fundado antes o Clube do Desconto, no seu momento um dos maiores sites de compras coletivas do país. 

“Essa mais recente aquisição está alinhada com os objetivos estratégicos da Linx de aquisições de tecnologias para o varejo, especialmente as que ajudem nossos clientes a melhorar a experiência de compra dos consumidores”, ressalta Alberto Menache, diretor-presidente da Linx.

A Linx vem desde 2008 numa estratégia de se consolidar como a líder do mercado de tecnologia para varejo a base de muitas aquisições: foram 23 compras desde então em áreas tão diferentes como lojas, farmácias e postos de gasolina.

Em 2015, a empresa começou a investir também em empresas com tecnologia para comércio eletrônico, comprando a catarinense Chaordic e a amazonense Neemu. 

Ambas atuam numa linha parecida com a ShopBack, oferecendo outras maneiras de tornar o e-commerce mais pessoal e tem grandes empresas na lista de clientes.

O valor dessas duas compras pode chegar a R$ 111,4 milhões, dentro da mesma forma de entrada mais recompensa por metas a serem batidas até o final do ano que vem.

Em setembro, a Linx trouxe também um executivo de fora para liderar sua área de e-commerce, contratando Eduardo Ide, ex-gerente de vendas senior da Adobe.

Antes, ele atuou no SAS entre 2011 e 2013. Ide também atuou nas empresas Primesoft, Spring Wireless e SAP.

O desafio da Linx deve ser agora massificar o alcance dessas tecnologias na sua base de clientes.

Em 2016, a Linx fechou o ano com uma receita bruta de R$ 569,2 milhões, uma alta de 12% frente aos resultados do ano anterior.

Com mais de 3 mil colaboradores, distribuídos na matriz em São Paulo, 13 filiais em 8 estados, atendendo 44 mil varejistas, a Linx é considerada a líder no seu segmento no Brasil.

Maurício Renner