Rodrigo Mourad, cofundador e presidente da Cobli. Foto: divulgação.

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A Cobli, startup de ciência de dados que oferece uma solução de internet das coisas para conectar a cadeia logística, recebeu um aporte de US$ 35 milhões (cerca de R$ 175 milhões) em rodada série B liderada pelo SoftBank.

Também participaram da rodada Qualcomm Ventures, NXTP Ventures, Fifth Wall e Valor Capital.

Fundada em 2017 por Parker Treacy e Rodrigo Mourad, a Cobli é uma logtech de gestão de frotas que tem a proposta de otimizar entregas, atendimentos e serviços de campo por meio de um ecossistema logístico integrado.

Hoje, a startup conecta mais de 3 mil empresas em todos os estados do Brasil, atendendo diversos segmentos, como prestadoras de serviço de telecom e manutenção, varejo e transporte de cargas.

No início, a empresa contava com 15 pessoas e, hoje, tem mais de 200 colaboradores. Em 2022, a perspectiva é adicionar ao time mais de 300 pessoas de todas as áreas e de todos os estados do Brasil.

A rodada séria A da Cobli aconteceu em 2019, com um aporte de US$ 10 milhões liderado pela Fifth Wall.

Com o novo aporte, a empresa deve investir justamente nessa expansão da equipe, além da criação de novos produtos que funcionam a partir dos dados obtidos com IoT, como seguros precificados dinamicamente, gestão de combustível integrada à operação e câmeras embarcadas. 

"Com este investimento, iremos acelerar ainda mais o nosso desenvolvimento de produto, nossa expansão e o impacto que fazemos na operação de todos os nossos clientes", afirma Rodrigo Mourad, cofundador e presidente da Cobli.

A ideia é desenvolver uma solução de gestão de frotas para médias e grandes empresas utilizando novos sensores, como câmeras embarcadas unidas à inteligência artificial, para transformar esses dados em processos automatizados.

Além disso, a empresa deve lançar um produto de seguros para frotas, cujo preço será determinado por dados reais de utilização dos veículos.

"Liderada por um time excepcional, a Cobli está ajudando a impulsionar a evolução do setor de transporte e logística na América Latina. Estamos animados em nos juntar e apoiar essa missão de trazer dados, insights e eficiência para as frotas em toda a região", afirma Matt Pieterse, investidor do SoftBank.

Com evidência ainda maior depois da chegada da pandemia, o setor de logística é responsável por 13% do PIB da América Latina e 83% dos operadores da região ainda gerenciam suas frotas e processos de forma analogica — utilizando ferramentas não integradas, como Excel, WhatsApp, mapas, papel e caneta.

O Softbank é um gigante de telecomunicações e internet do Japão e anunciou seu Latin America Fund em março de 2019, com US$ 5 bilhões para investir na região ao longo de cinco anos.

Antes mesmo da abertura do fundo, já fez dois investimentos no Brasil: a 99, na qual fez um aporte de US$ 100 milhões em 2017, e a Loggi, onde liderou uma rodada de US$ 500 milhões em 2018.

No seu portfólio, ainda estão empresas como Creditas, Gympass, MadeiraMadeira, Kavac, Loft, QuintoAndar, VTEX e Rappi e Banco Inter.