Ananias Gomes, Presidente da Insole. Foto: divulgação

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A Insole, uma fintech pernambucana que oferece financiamento para a instalação de placas solares, acabou de receber o aporte de R$ 60 milhões em uma rodada liderada pela Spice Private Equity, controlada da GP Investments. 

É o primeiro aporte de fundos na empresa, o que se chama no jargão de uma Série A. Também participaram da rodada o Grupo Moura e o Scale-Up Ventures, fundo de co-investimento da Endeavor Brasil.

Além de novos produtos de crédito e tecnologia, a fintech quer expandir sua atuação em outras regiões do país e dobrar o volume de negócios em 2022, atingindo R$ 500 milhões em financiamentos de projetos de energia solar. 

A empresa já conta com mais de 300 franqueados e trabalha com diversos canais de comercialização.

“A transição para um modelo mais sustentável e seguro é irreversível e se torna ainda mais viável em um momento como o que vivemos, de reservatórios abaixo das médias históricas e aumentos sucessivos no custo da energia”, revela Ananias Gomes, CEO da Insole.

O mercado de geração de energia vai crescer 67% em 2021 na comparação com 2020, conforme projeções do Ministério de Minas e Energia. 

A Insole oferece financiamento para a instalação de placas solares e hoje atende 5 mil clientes nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. 

Sediada no Porto Digital, endereço famoso do setor de tecnologia em Recife, a Insole adianta capital para instalação de placas solares, fazendo uma espécie de portabilidade em cima da conta de energia do cliente.

O cliente da Insole “transfere” a sua conta de energia para a fintech, passando a pagar um valor fixo para a companhia, por um período de ao redor de 10 anos.

Assim, ele fica protegido dos reajustes na conta da luz, que nos últimos anos chegaram a 10% anuais. Depois de encerrado o financiamento, o cliente passa a ser dono das placas, com uma economia na casa dos 90% frente à conta da luz. A vida útil dos equipamentos é estimada em 25 anos.