Fernando Cirne.

A Locaweb fechou o ano passado com um faturamento de R$ 385,7 milhões, uma alta de 22,5% frente aos resultados de 2018.

O lucro líquido ajustado foi de R$ 28,2 milhões, uma alta de 48,4%.

O segmento de e-commerce teve o melhor desempenho, com uma alta de 46,5% no faturamento.

Os dados do último trimestre de 2019 são os primeiros divulgados pela Locaweb depois de estrear na Bolsa de Valores. A partir de agora, a divulgação deverá ser trimestral.

Fundada no final dos anos 90 pelos primos Gilberto Mautner e Claudio Gora, a Locaweb tem 60% da sua receita vinda de hospedagem de sites, mercado no qual é líder no país com 21,6% de share, bem à frente do segundo player, a Hostgator, com 8%; e do UOL, com 6,6%.

Em março de 2018, a companhia anunciou um novo CEO: Fernando Cirne, ex-diretor da Locaweb Serviços de Internet, o braço de varejo da empresa.

O novo CEO foi contratado em 2012 para liderar o marketing, vindo de uma carreira feita na Abril Mídia, onde foi diretor de E-Business, entre outras posições.

Nos últimos anos a Locaweb tem investido na ampliação de seu portfólio para reduzir a dependência do negócio de hospedagem de sites.

Ferramentas de comércio eletrônico e ofertas no modelo de assinatura (SaaS) representam hoje 61% das vendas. 

No ano passado, a empresa adquiriu Cluster2GO, empresa de gerenciamento de serviços multicloud, entrando assim em um mercado quente no momento, pelo menos em nível corporativo.

A empresa conta hoje com cerca de 200 clientes, entre eles Cielo, Roche, Dotz e Banco Volks.

A Locaweb também segue reforçando sua presença no velho mercado de hospedagem: neste ano, comprou a KingHost, uma empresa sediada em Porto Alegre que está entre as maiores do país em hospedagem de sites.

Mais compras devem vir por aí: a Locaweb tem uma lista de compras com 107 empresas e já está em conversas com 36 delas para fechar possíveis fusões e aquisições, segundo divulgou recentemente o site Brazil Journal.