Quem quiser, pode pagar a AWS adiantado. Foto: Pexels.

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A Amazon Web Services abriu a possibilidade dos clientes pagarem suas contas adiantado, por meio de uma modalidade chamada “Advanced Pay”.

O pagamento funciona como uma espécie de pré-pago de computação em nuvem, com o cliente fazendo um depósito numa conta da qual a AWS retira o pagamento nas datas de vencimento.

A novidade só funciona com dólares e só se aplica aos próprios serviços da AWS, não software de terceiros rodando na nuvem da gigante.

O Advanced Pay pode parecer uma contradição com o discurso tradicional de todos os vendedores de computação em nuvem, que nunca falham em frisar a vantagem de converter o custo de capital representado pela aquisição de infraestrutura própria para despesas operacionais pagas de acordo com a demanda.

Alguns players, incluindo a AWS, já ofereciam descontos para clientes que “reservassem” capacidade, mas muitas vezes, cobrando mensalmente.

Apesar de parecer meio contraintuitivo, existem alguns motivos pelos quais clientes possam querer pagar adiantado para a AWS.

Um é o caso de clientes de governo, cujos orçamentos são definidos em base anual, e, caso as verbas não sejam aplicadas, precisam voltar para o cofre geral. Eles poderiam optar por colocar o dinheiro no Advanced Pay, liberando assim dinheiro no ano seguinte.

Outra hipótese seriam negócios com flutuações grandes de fluxo de caixa, que poderiam usar um trimestre bom para gerar créditos para período mais fraco.

Uma outra possibilidade ainda seriam clientes que queiram jogar com flutuações de moeda, comprando os créditos em dólar quando a moeda está desvalorizada em relação à sua (no caso brasileiro, por exemplo, isso teria feito uma diferença de 30% entre 1 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro do mesmo ano).