Rodrigo Abreu, CEO da Oi. Foto: divulgação.

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A Oi anunciou a chegada da internet banda larga Oi Fibra no estado de São Paulo, com lançamento comercial previsto para para clientes de varejo e empresariais no segundo trimestre de 2021.

De acordo com o site NeoFeed, o mercado paulista é o maior e mais lucrativo dessa área, mas a região é dominada pela Telefônica Vivo.

Segundo a empresa, a infraestrutura para atuar no mercado de São Paulo já está pronta. Será uma rede de 5,2 mil quilômetros de fibra e o plano é ter 400 mil domicílios cobertos ainda neste ano, com potencial de chegar a 2 milhões de lares em 2022.

No ano passado, o negócio de fibra da Oi atingiu 9 milhões de casas passadas pelo Brasil, com 2,1 milhões de clientes, um crescimento de 212% na comparação com o quarto trimestre de 2019.

Em dezembro, a receita de fibra somou R$ 180 milhões, o que significa uma receita anualizada de R$ 2,2 bilhões. De acordo com a Oi, 20% dos novos clientes optaram por velocidades iguais ou superiores a 400 Mbps no último mês do ano passado.

Ainda de acordo com a publicação, o anúncio acontece em um momento em que a Oi está em negociações exclusivas com o BTG Pactual para vender uma fatia majoritária da InfraCo, sua unidade de fibra óptica.

A InfraCo deve atuar como uma rede neutra, prestando serviços para diversas empresas, além da própria Oi. 

Estimada em mais de R$ 20 bilhões, a transação deve criar uma das maiores empresas de infraestrutura de fibra óptica do Brasil, com 400 mil quilômetros de fibra e meta de atingir 32 milhões de casas passadas até 2025.

Em 2021, o plano da Oi, que manterá os investimentos por conta própria na evolução de sua rede de fibra, é atingir entre 14,5 milhões e 16 milhões de casas passadas com a infraestrutura da empresa.

Durante o anúncio da operação em São Paulo, Rodrigo Abreu, CEO da companhia, disse que a operação de fibra óptica já está operando debaixo do conceito de rede neutra.

A chegada da Oi em São Paulo deve acirrar a disputa no estado, região com a maior quantidade de competidores na área de banda larga.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Claro e a Vivo detém uma fatia de 72,3% de todas as conexões de alta velocidade no estado. A TIM Live fica com apenas 2,6% do mercado.

Em relação às conexões de banda larga com fibra óptica, a Vivo tem 47% de todos os acessos. A TIM aparece em segundo lugar, com 6%, seguida de Americanet (5%) e Claro (4,3%).

"Sabemos que ainda tem espaço para a penetração de fibra em São Paulo. Mesmo sendo mais competitivo, ainda tem legado grande de velocidade de conexão, com muitos usuários em cabo e VDSL. Essa área é que é boa para a competição com a penetração da fibra", destacou Abreu durante teleconferência com analistas do mercado.

Nacionalmente, a Oi conquistou 1,4 milhão de novos clientes a fibra em 2020, enquanto a Vivo adicionou 899 mil clientes no mesmo período.

Como o plano é transformar a operadora em uma empresa de fibra óptica, atuando no varejo e no atacado, a Oi espera concluir até o fim do ano a venda de sua unidade de telefonia móvel, um negócio de R$ 16,5 bilhões, para a TIM, Vivo e Claro. 

A operadora, que espera sair de sua recuperação judicial no fim deste ano, está avaliada em R$ 11,4 bilhões.