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A Natura se uniu à Vivo para levar a cobertura móvel da operadora a 63 localidades afastadas dos centros urbanos da região Norte, impactando diretamente 32 comunidades e 1,7 mil famílias fornecedoras de matéria-prima.
Há 25 anos, a Natura mantém uma relação com comunidades amazônicas, que fornecem insumos como castanha, babaçu, andiroba, piriprioca, açaí, estoraque, patchouli e capitiú.
Hoje, são 52 comunidades parceiras, sendo 45 localizadas na região Pan-Amazônica, responsáveis por 94 cadeias produtivas. Essa rede sustenta linhas como a Natura Ekos e, segundo a empresa, gera renda para mais de 10 mil famílias.
Formadas por povos tradicionais, agricultores familiares e ribeirinhos, essas famílias vivem, em grande parte, nas áreas rurais e distantes dos centros urbanos.
As atividades de coleta de insumos na floresta ocorriam com frequência em regiões sem cobertura de rede móvel, o que dificultava o uso de ferramentas digitais e impunha desafios à modernização das cadeias produtivas.
Apesar do potencial produtivo, a ausência de infraestrutura de telecomunicações nessas comunidades geograficamente mais afastadas sempre foi uma barreira.
Em muitas localidades, dados de plantio e colheita ainda eram registrados em planilhas offline, sem internet disponível.
Para enviar informações ou gerar documentos, como notas fiscais, era necessário viajar por horas de barco e estrada até a cidade mais próxima. Com base nesse diagnóstico, no início de 2023, Natura levou o desafio à Vivo, que abraçou o projeto.
“A conectividade era um dos principais desafios devido à complexidade geográfica e logística da região. A Vivo passou a ser uma aliada essencial para o fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade”, afirma Renata Marques, CIO da Natura.
Das 74 localidades indicadas pela Natura, a Vivo já entregou cobertura em 63 delas e segue expandindo. Entre as 40 cooperativas mapeadas, 32 já contam com conectividade ativa.
Com acesso à rede, as cooperativas conseguem gerir melhor suas operações, adotar sistemas digitais, realizar transações financeiras de forma mais segura e ampliar a comunicação com a rede de famílias fornecedoras.
A inclusão digital também viabiliza treinamentos, acelera processos de rastreabilidade e estimula novos negócios, fortalecendo o comércio e serviços locais.
Além disso, a Natura destaca que a permanência dos jovens nas comunidades foi estimulada, já que o acesso à internet abriu novas oportunidades de estudo e trabalho.
