Executivos tentam ver o futuro da tecnologia. Foto: Depositphotos.
O ERP não parece ter muito futuro. Mas também não existe um consenso sobre o que deve substituir esse tipo de sistema de gestão, no coração da maioria das empresas desde os anos 90.
Uma pesquisa conduzida pela Censuswide com 4.295 CFOs, CISOs, CIOs e CEOs em todo o mundo constatou que a maioria das organizações (70%) não vê o ERP tradicional como o futuro.
O futuro, porém, ninguém sabe. Um terço dos pesquisados (36%) dizem acreditar que o ERP tradicional se tornará obsoleto em favor de um modelo “componível, modular, flexível, orientado por APIs e best-of-breed”.
Já 33% acreditam que o futuro está em um “ERP agêntico, com tomada de decisão autônoma orientada por IA”.
O estudo foi encomendado pela Rimini Street, fornecedora de serviços de suporte terceirizado para softwares da Oracle e da SAP.
Para a Rimini, no caso, o cenário “componível, modular, flexível, orientado por APIs e best-of-breed” é certamente o mais interessante, porque na prática ele significa que as empresas não façam upgrades nos seus ERPs e foquem em extrair dados das aplicações já existentes e de novas a serem implementadas.
Trocando em miúdos, que as empresas fiquem nas versões atuais dos seus ERPs da SAP e não façam a migração para o S/4, cuja promessa é, por sinal, entregar IA em um novo contexto baseado em software rodando na nuvem.
Um ponto importante da pesquisa é que 97% dos questionados disseram estar satisfeitos com o fato de seus sistemas ERP atuais atenderem, em grande parte, às necessidades do negócio, o que não parece indicar muita vontade de se envolver em grandes migrações.
Por outro lado, é possível questionar a viabilidade no médio e longo prazo de uma estratégia de não atualizar o ERP, e de ter sistemas diferentes para fazer a gestão no lugar de uma aplicação única com uma camada de IA integrada.
