Jovens fazendo algazarra na Índia. Foto: Depositphotos.
HCL, Infosys, TCS e Wipro praticamente pararam de contratar, o que pode ser um sinal de que a introdução de inteligência artificial está tendo um efeito direto no RH das quatro maiores empresas de tecnologia da Índia.
O site britânico The Register deu uma olhada nos resultados trimestrais das quatro, todos divulgados nos últimos dez dias.
A Wipro aumentou seu quadro em 6,5 mil pessoas e a Infosys contratou mais 5 mil, enquanto TCS e HCL reduziram seus quadros em 11 mil e 261 pessoas.
Para entender esses números, é preciso ter em conta duas coisas. A primeira é que os grandes players de outsourcing de TI da Índia empregam batalhões de funcionários.
A maior delas é a TCS, com mais de 600 mil, seguida da Infosys, com ao redor de 320 mil e Wipro e HCL, com 220 mil cada uma.
Assim, só para cobrir a rotatividade normal de funcionários, essas companhias contrataram muito, normalmente mais de 10 mil pessoas cada uma por trimestre.
No último ano, as quatro empresas adicionaram apenas 3.910 funcionários, uma taxa de contratação “incomumente lenta”, na avaliação do Register.
Como quase todas as empresas de tecnologia do mundo, as gigantes indianas vêm adotando IA nas suas operações, ou pelo menos falando muito do assunto.
Nas teleconferências de resultados, o assunto esteve em pauta. Para a HCL, o destaque foi que 60 de seus clientes prioritários adotaram um de seus serviços de IA.
As poucas contratações que as empresas estão fazendo, inclusive, podem estar relacionadas com o aumento de uso de IA, com as companhias buscando funcionários com conhecimento do tema para liderar os times.
No mais, os negócios parecem ir bem, obrigado. A HCL reportou US$ 3,8 bilhões em receita, alta de 7,4% ano a ano. A Infosys teve US$ 5,1 bilhões, aumento de 1,7% ano a ano. A TCS registrou US$ 7,5 bilhões, crescimento de 3%, enquanto a Wipro faturou US$ 2,6 bilhões, representando alta de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
