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A PicPay, um dos principais bancos digitais do Brasil, acaba de protocolar seu pedido de abertura de capital na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores dos Estados Unidos, onde busca captar US$ 500 milhões.
A ideia era avançar com a oferta pública inicial de ações ainda em 2025, porém, com a paralisação do governo americano, que levou ao shutdown e à suspensão de algumas atividades na Securities and Exchange Commission, o pedido foi protocolado nesta primeira semana de janeiro de 2026.
A fintech, que faz parte da holding J&F, dos irmãos Batista, vem trabalhando com o Citigroup, o Royal Bank of Canada e o Bank of America e conta com o apoio da gestora Bicycle, do boliviano Marcelo Claure.
Claure foi homem forte do Softbank e hoje também é sócio da eB Capital. O bilionário se comprometeu a entrar com US$ 75 milhões na PicPay e é um dos trunfos da família Batista para fechar a transação até o final deste mês.
Segundo o site NeoFeed, a operação contará com a diluição dos atuais acionistas, porém com duas classes de ações. A J&F manterá 100% da classe B, o que permitirá o controle sobre decisões estratégicas.
Parte dos recursos captados deve ser utilizada para capital de giro, cumprimento de requisitos regulatórios, despesas operacionais e investimentos em tecnologia.
Esta não seria a primeira vez que a PicPay manifesta intenção de captar recursos nos Estados Unidos. Em 2021, a empresa visou uma avaliação próxima de US$ 8 bilhões, mas o registro foi cancelado em 2022.
Criada em 2012 por três empreendedores de Vitória, a fintech foi a primeira do país a oferecer QR Code para pagamentos instantâneos. A companhia foi posteriormente adquirida pela J&F Participações, holding da família Batista.
A PicPay conta com bons números no mercado e crescimento sólido. Até setembro de 2025, a fintech havia lucrado R$ 318 milhões, 82% a mais que no ano anterior, e atingiu receita de R$ 7,26 bilhões, contra R$ 3,78 bilhões no mesmo período de 2024.
