Ricardo Barros, CEO e fundador da Tess. Foto: divulgação.
A Tess AI, uma startup brasileira que faz diferentes modelos de GenAI conversarem entre si para criar agentes para empresas, recebeu um aporte de R$ 25 milhões em uma rodada seed liderada pela gestora mexicana Hi Ventures.
De acordo com o site Brazil Journal, a rodada também teve a participação das americanas DYDX Capital e Honeystone, avaliando o negócio em R$ 200 milhões.
Criada em 2024, a Tess AI foi fundada por Ricardo Barros, que pesquisa inteligência artificial há mais de 20 anos e já fundou outra startup na área, e Renato Ferreira, um ex-managing partner da AGGIR Ventures, uma gestora de venture capital focada em saúde.
Sua arquitetura se conecta com 270 large language models de GenAI, incluindo o ChatGPT, Claude e Gemini, permitindo que esses LLMs conversem entre si para encontrar a melhor solução possível para cada prompt, criando novos agentes para executar tarefas para as empresas.
Quando um usuário faz um prompt, a tarefa é dividida entre todos esses modelos, que podem ter 100, 200 conversas entre eles até chegar num resultado final.
Tipicamente, a plataforma é contratada pelo gerente de uma área específica que já tem familiaridade com AI e começa a implementar a plataforma para automatizar parte das tarefas operacionais de sua área.
Com o tempo, outras áreas daquele cliente passam a conhecer a ferramenta e também começam a usá-la.
A TESS AI cobra uma assinatura mensal que dá direito a créditos que podem ser usados na plataforma fazendo perguntas e criando agentes para executar tarefas. Sua receita vem de uma margem de 20% em cima do valor que ela paga aos LLMs por cada requisição.
Hoje, a startup já tem mais de 16 mil clientes pagantes, com projeção de passar dos 20 mil já nos próximos meses. Entre eles, estão nomes como Reserva, Petz, Odontoprev, Grupo Salta e Hypera.
Além disso, a Tess desenvolveu um marketplace que permite às pessoas monetizar os agentes de AI que criaram, vendendo aquele agente para outros usuários que não queiram ter o trabalho de desenvolver um agente para aquela função.
Com os recursos da rodada, os fundadores pretendem iniciar uma expansão internacional do negócio principalmente nos Estados Unidos.
Fundada em 2012 na Cidade do México, a Hi Ventures é liderada por Federico Antoni e Jimena Pardo.
Sua tese de investimento foca nos setores de fintech, futuro do comércio, capital humano e cidades inteligentes. Em quatro portfólios, o fundo investiu em mais de 40 empresas da América Latina.
